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19/03/2015 13:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Goleiro Bruno diz que pagou R$ 30 mil para ‘calar' Eliza Samudio, nega participação na morte e afirma que foi ‘omisso' sobre Macarrão (VÍDEO)

O goleiro Bruno, acusado de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio em 2010, negou qualquer participação no crime. Ele voltou a reafirmar isso durante uma entrevista ao apresentador Gugu Liberato, exibida em duas partes no programa dele na TV Record. O ex-jogador do Flamengo lamentou ter sido ‘omisso’ e colocou a culpa em Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

“Eu vi as coisas acontecerem e simplesmente deixei acontecer”, disse Bruno, condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão – 17 anos e seis meses em regime fechado – por homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, sequestro de Eliza e do filho e ocultação de cadáver. Ele afirmou que pagou R$ 30 mil “para não se envolver em escândalo nenhum”. “Estava com uma oportunidade de [jogar na] Europa. Tinha tudo para ir para fora do Brasil e seguir o meu caminho. A minha situação com a Eliza já tinha sido resolvida”.

O goleiro negou que ela fosse sua amante, dizendo que Eliza era ‘garota de programa’ e que o envolvimento dos dois, em uma festa com outras pessoas, teria durado apenas 30 minutos. Quando ao filho que teria tido com ela, Bruno disse querer lutar pela guarda dele quando sair da prisão – embora a sua noiva acredite que ele deva fazer um exame de DNA, já que ela acha que o menino não é filho biológico de Bruno.

Durante a entrevista, o jogador relembrou o que, segundo ele, aconteceu no dia da morte de Eliza. “Com os R$ 30 mil em mãos, me falaram que levariam ela para a rodoviária ou aeroporto. Senão me engano, era a rodoviária para ela voltar não sei pra onde. Foi o que passaram pra mim. Saiu o menor (primo de Bruno, na época menor de idade), o Macarrão e a criança com todas as coisas. Depois, voltaram eles com a criança e uma mala dela”.

Bruno disse “não saber” quem matou Eliza, tampouco onde está o corpo dela. Para ele, seria ‘ótimo’ se o cadáver dela aparecesse, para o esclarecimento de muitas dúvidas que pairam sobre o caso. O que ele disse saber é que Macarrão, que era um amigo de infância e uma espécie de assessor do goleiro, está envolvido. O jogador não escondeu a mágoa, por ter se sentido ‘traído’ (Macarrão disse que a ordem para matar Eliza veio de Bruno).

“Quem fez toda a questão [crime] do início ao fim foi ele [Macarrão] mesmo. Eu não tinha motivos para isso. A minha questão com ela já estava resolvida (...). Ele disse pra mim que ‘tinha resolvido o problema’. ‘O filho é seu e agora você cuida’. Foi só o que me disse”, afirmou.

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