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18/03/2015 18:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Ministro da Educação Cid Gomes deixa cargo após detonar parlamentares do PMDB

Montagem/Estadão Conteúdo

O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (18). A saída do ministro foi anunciada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), após Gomes ter ido ao congresso se desculpar com os parlamentares por chamá-los de 'achacadores'.

Em vez do pedido de desculpas, porém, Gomes acabou reafirmando o que pensa. A sessão então culminou com ataques ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a parlamentares "infiéis", que são da base, mas não votam com o governo. A esses, o ministro mandou um recado: Que sejam situação ou larguem o osso e saiam do governo.

"Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes", disse Cunha nesta tarde. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto por meio de nota, no início desta noite:

"O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta."

Em visita à Universidade do Pará, no fim de fevereiro, o ministro se referiu aos deputados como achacadores. Disse que há na Câmara "uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas".