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18/03/2015 16:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Acusados por morte de cinegrafista da Band durante protesto no Rio em 2014 são soltos pela Justiça

Montagem/Estadão Conteúdo e YouTube

Por unanimidade, a Justiça do Rio de Janeiro desclassificou a denúncia contra os ativistas Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, ambos acusados pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, durante um protesto em 6 de fevereiro de 2014, e determinou que ambos sejam soltos. Eles estavam presos desde o ano passado.

De acordo com a decisão da 8ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), as preliminares que constavam na denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio) foram rejeitadas e os recursos da defesa dos ativistas, questionando a conduta deles no dia do protesto em que um rojão atingiu e matou o cinegrafista.

Na prática, a denúncia por homicídio triplamente qualificado foi desclassificada e, para que os jovens voltem a responder pelo crime, á preciso que o MP-RJ recorra e vença em instância superior, ou que apresente uma nova denúncia contra eles. Nas redes sociais, a soltura dos ativistas foi vista como uma vitória por coletivos ligados aos protestos no Rio, em 2013 e 2014.

Para os movimentos ativistas do Rio, houve uma tentativa de usar a morte de Santiago para criminalizar as manifestações na capital fluminense. Responsáveis pela defesa de Souza e Raposo, os advogados Wallece Martins e Antonio Pedro Melchior também celebraram a decisão judicial desta quarta-feira.

As acusações contra os dois ativistas como responsáveis pela morte de Santiago utilizaram, entre testemunhos e outros elementos, as imagens feitas por alguns veículos da imprensa no dia do protesto, na região da Central do Brasil, no centro do Rio.

Em outro processo, mais de 20 pessoas respondem por atos de vandalismo ocorridos em uma série de protestos nos últimos dois anos no Rio.

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