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17/03/2015 18:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Você é asiático? Então há grandes chances de você ser descendente de Gêngis Khan, diz estudo

Geneticistas da University of Leicester descobriram que milhões de asiáticos podem descender de 11 líderes dinásticos da Ásia. Entre eles, está o temido Gêngis Khan.

Gêgis Khan, imperador mongol que dominou a Ásia, o Oriente Médio e a Europa Oriental no século 13

Para chegar a essa conclusão, descrita na revista European Journal of Human Genetics, os cientistas examinaram o cromossomo Y de mais de 5 mil homens asiáticos de 127 populações diferentes, do Oriente Médio ao leste da Ásia.

Quando pensamos no universo de todos os seres humanos, o cromossomo Y tem muuuuuita variabilidade, porque após uma ou duas gerações, os marcadores genéticos que passam de pai para filho vão se tornando raros.

No entanto, ao analisarem o grupo de homens asiáticos, os pesquisadores perceberam que onze tipos eram mais recorrentes. Isso só acontece quando um homem tem muitos filhos, e seus filhos têm muitos filhos, e isso se repete por várias gerações.

Ao buscarem a linhagem desse material genético, os cientistas descobriram que duas variedades de cromossomo possuíam conexões com os líderes Gêngis Khan e Giocangga, e provavelmente a outros nove líderes dinásticos que viveram entre 2100 a.C. e 700 d.C.

Um estudo publicado em 2003 encontrou evidências de que ao menos 16 milhões de homens descendem de Gêngis Khan, como lembra o New York Times.

O DNA de Giocangga está ligado a 1,5 milhão de homens na China, segundo outra pesquisa. Os outros nove líderes dinásticos ainda não foram identificados.

Por quê?

De acordo com a Nature, a enorme legião de descendentes destes líderes está ligada à configuração política das sociedades em que eles viveram.

Ao menos três linhagens -- Gêngis Khan, Giocangga e mais um outro líder dinástico não-identificado -- viveram em torno da Rota da Seda, espalhando seu material genético pelo território asiático.

"Para que estas linhagens se tornassem tão comuns, seus poderosos fundados precisariam ter muitos filhos com muitas mulheres, a fim de passar seu status -- e seus cromossomos -- para eles. Os filhos, então, poderiam ter muitos outros filhos. É um efeito de amplificação transgeracional", explica Mark Jobbling, chefe da pesquisa e professor da University of Leicester, em comunicado escrito.

Era comum que um patriarca permanecesse em uma base central enquanto seus filhos seguiam para postos-satélite, e assim por diante.

Ao mesmo tempo, explica a Nature, o sucesso das linhagens deve-se ao status social destes líderes, que permitia que os homens tivessem muitas mulheres e multidões de filhos.

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