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16/03/2015 08:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Ex-diretor da Petrobras Renato Duque volta a ser preso em nova fase da Lava Jato

(Reuters) - O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque voltou a ser preso pela Polícia Federal, nesta segunda-feira, em uma nova fase da operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário

Montagem/Estadão Conteúdo

O ex-diretor de Serviços da PetrobrasRenato Duque voltou a ser preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (16), em uma nova fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na estatal, informou a defesa do ex-diretor da empresa.

Cerca de 40 policiais federais cumprem 18 mandados judiciais, dois de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, informa o site da PF.

Duque foi preso pela primeira vez em 14 de novembro junto com executivos de grandes empreiteiras do país, após uma série de denúncias de corrupção envolvendo grandes obras da Petrobras. Ele deixou a prisão em dezembro graças a um habeas corpus.

O ex-diretor da estatal foi preso nesta segunda em sua casa no Rio de Janeiro como parte da 10ª fase da Lava Jato, deflagrada no Rio e em São Paulo, de acordo com a TV Globo. Ele será levado para a Superintendência da PF em Curitiba ainda hoje.

Esta décima fase da Lava Jato foi batizada de "Que país é esse", frase usada por Duque após ele ser solto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) numa das fases anteriores da operação.

Entre os crimes investigados na atual etapa estão associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação, segundo a emissora.

O nome de Duque foi citado pelo ex-gerente-executivo da diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos principais operadores do esquema de corrupção na estatal, em depoimento na semana passada à CPI da Petrobras.

Barusco, que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça, disse que o mecanismo de desvio de recursos envolvia empresas, Duque e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Outro alvo desta fase é o doleiro Adir Assad, considerado um dos maiores do País. Operador de empreiteiras, ele já foi investigado em outra operação recente da PF.

A Operação Lava Jato investiga um escândalo de corrupção em que empreiteiras teriam formado cartel para participar das licitações de obras da Petrobras e pagariam propina a funcionários da estatal e operadores que lavariam dinheiro do esquema, repassando os valores de sobrepreço das licitações a políticos e partidos.

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