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15/03/2015 20:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Milhares vão às ruas e governo responde com promessa de pacote de medidas contra corrupção

Montagem/Estadão Conteúdo/Fotos Públicas

O domingo (15) ficou marcado como o dia em que centenas de milhares protestaram contra o governo da presidente Dilma Rousseffe o Palácio do Planalto respondeu com o mesmo discurso das manifestações de junho de 2013.

Os ministros da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, e o da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeram para os próximos dias um pacote de medidas de combate à corrupção, anunciado pela presidente Dilma na campanha presidencial do ano passado.

Na avaliação de Cardozo, a ação do governo atende a uma demanda em comum nos protestos, o "desejo de todos os brasileiros de combate firme à corrupção e à impunidade".

O ministro também ressaltou que uma das armas para combater a corrupção é a reforma política, com o fim do financiamento empresarial.

Enquanto o ministro da Justiça reiterou várias vezes que as manifestações são legítimas e parte da democracia, o ministro da Secretaria-Geral alfinetou os que estiveram presentes. Rossetto descreveu as manifestações como "autoritárias, fascistas e reacionárias".

Os dois ministros falaram com a imprensa no fim da tarde, quando os protestos já se dispersavam. De acordo com a Polícia Militar de São Paulo, cerca de 1 milhão de pessoas estiveram presentes no evento da Avenida Paulista. Pelas contas do Datafolha, este número chegou a 210 mil. Em todo país, entretanto, a Folha de S.Paulo estima que o total de manifestantes nas ruas chegou a 1 milhão. No Rio de Janeiro, foram cerca de 15 mil , segundo a PM. E em Brasília, 40 mil.

Os protestos, majoritariamente pacíficos, uniram pessoas no Brasil e no exterior que se queixam da corrupção no país, da situação econômica e do ajuste fiscal promovido pelo governo federal. O ato contra a presidente também trazia bandeiras que pediam intervenção militar e o impeachmentda petista.