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13/03/2015 17:38 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Sul-africanos realizam primeiro transplante de pênis bem-sucedido da história

Divulgação/Stellenbosch University

Pela primeira vez na história, médicos conseguiram realizar um transplante de pênis bem-sucedido.

A cirurgia, que durou nove horas, foi realizada em dezembro por médicos da Stellenbosch University e do Hospital Tygerberg, na África do Sul.

O paciente, que tem 21 anos, conseguiu se recuperar e agora seu pênis está "completamente funcional", de acordo com os médicos. A recuperação foi excelente: os profissionais esperavam que o pênis estivesse "funcionando" só em dois anos.

"Conseguimos provar que isso pode ser feito - podemos dar um órgão a alguém que é tão bom quando o que ele tinha", disse o chefe de cirurgia plástica reconstrutiva da Stellenbosch University, Frank Graewe.

Esta não foi a primeira tentativa de implante de pênis da história. Em 2006, chineses tentaram mas não conseguiram e a cirurgia teve de ser revertida duas semanas depois.

Transplante de pênis para quê?

Como explica a Bloomberg, amputações de pênis não são tão incomuns na África do Sul. Todo ano, cerca de 250 homens perdem seus órgãos sexuais.

"Na África do Sul, existe uma grande necessidade desse tipo de procedimento do que no resto do mundo. Muitos homens perdem seus pênis devido a complicações de circuncisão tradicional", explica Andre van der Merwe, o chefe de Urologia da Stellenbosch University.

Especialmente na região leste da província do Cabo, grupos étnicos como os xhosa e os ndebele realizam circuncisões muitas vezes sem os procedimentos de esterilização necessários. Em 2013, 33 homens morreram de infecção após serem circuncidados, como aponta o Telegraph.

Era o caso do paciente sortudo que recebeu um novo pênis. Agora, ele será monitorado durante três meses. Se tudo continuar bem, outros nove homens receberão um transplante peniano - eles fazem parte de um ensaio clínico da equipe de médicos que realizou a cirurgia.

A pesquisa começou em 2010, mas encontrou enormes dificuldades para encontrar doadores. Como nenhuma família consentia em doar pênis de familiares mortos, a coisa demorou a engrenar.

À Bloomberg, os pesquisadores disseram que tiveram de oferecer uma espécie de "apêndice" parecido com um pênis para substituir o órgão sexual do cadáver para convencer a família do doado.

"A família está muito mais contente em enterrar o corpo com algo similar a um pênis no lugar", disse Van der Merwe.

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