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13/03/2015 15:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Ato em defesa da presidente Dilma Rousseff e da Petrobras espera 30 mil pessoas só em São Paulo

Montagem/Estadão Conteúdo

Manifestantes em prol da Petrobras e da presidente Dilma Rousseff já estão nas ruas em várias cidades do País, como Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista, por volta de 13h30, mais de uma hora antes do previsto para os atos começarem cerca de 150 pessoas se concentravam embaixo do prédio da estatal. Os organizadores esperam reunir cerca de 30 mil manifestantes na cidade, enquanto a PM estima a participação de três mil pessoas.

Em entrevista em frente à sede da estatal, o presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Onofre Gonçalves disse que o ato desta sexta-feira (13) é contra o pedido de impeachment da presidente, embora não seja um ato contrário ao protesto marcado para domingo (15) no país.

“Nosso ato não é contra outro ato. Nosso ato é em defesa da soberania nacional e da Petrobras. Quem quiser falar contra isso, faça o ato no domingo”, falou ele. “Se tem alguém querendo um terceiro turno, isso não está escrito na Constituição. A eleição brasileira é em dois turnos. Se alguém está esperando o terceiro deve esperar as próximas eleições”, acrescentou.

Segundo Gonçalvez, além da defesa da estatal, o ato reivindica uma reforma política no país, com o fim de financiamento privado de campanhas e a preservação de direitos trabalhistas:

“É um ato dos trabalhadores e trabalhadoras em que nós reivindicamos, primeiro, que as Medidas Provisórias (que alteram benefícios trabalhistas) sejam revistas porque mexem em direitos e não queremos que se mexa em nenhum direito dos trabalhadores. Segundo, estamos também defendendo a Petrobras, que é uma das estatais do povo brasileiro, gerando milhões de empregos e não pode ser privatizada e fragilizada a ponto de servir aos interesses internacionais”

Em assembleia, professores filiados ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vão discutir a possibilidade de entrarem em greve. Os professores pedem, principalmente, aumento salarial de 75,33% para equiparação com as demais categorias do ensino superior.

O ato de hoje é organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, Movimento Nacional das Populações de Rua (MNPR), Fora do Eixo MÍDIA Ninja (FDE) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

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