NOTÍCIAS
12/03/2015 20:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Militantes pró-Dilma vão às ruas nesta sexta-feira em defesa do governo e da Petrobras

Montagem/Estadão Conteúdo/Cut

Sob a expectativa protesto contra a presidente Dilma Rousseff e os problemas do governo federal marcado para o dia 15, os militantes pró-Dilma planejam ocupar as ruas de 26 estados nesta sexta-feira (13). O movimento, intitulado Dia Nacional de Luta, orquestrado pela CUT, com apoio do PT, também quer inundar as redes sociais, com a hashtag#Dia13Diadeluta, a partir das 11h.

De acordo com a CUT, o objetivo é defender os direitos da classe trabalhadora, a Petrobras, a democracia e uma reforma política capaz de mudar "não apenas o sistema eleitoral, mas a forma de representação da sociedade brasileira".

Embora seja pró-Dilma, o grupo também apresenta pautas contra algumas decisões do governo, como a abertura de capital da Caixa Econômica Federal e as mudanças propostas peloajuste fiscal do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, é preciso um comprometimento com a política de desenvolvimento.

Também está na pauta do protesto o combate a "retrocessos" e "golpismos", em referência ao movimento do dia 15. Entre os temas que têm sido abordados em relação ao protesto de domingo está o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Esses que querem o impeachment da presidenta não estão preocupados com trabalhadores e com o Brasil, mas só com um terceiro turno das eleições”, disse Freitas em coletiva de imprensa.

Além da CUT, outros movimentos confirmaram presença na manifestação, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Nacional dos Estudantes (UNE), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Movimento dos Sem Terra (MST) .

De acordo com o PT, essa não é uma manifestação em defesa do partido. "Mas da democracia, o que sobrepõe a qualquer partido", justificou a vice-presidente da sigla e coordenadora nacional da Campanha pela Reforma Política, Gleide Andrade. Segundo a legenda, uma das principais reivindicações do grupo é a convocação de uma constituinte soberana da reforma política.

O partido, entretanto, aposta neste protesto para ofuscar o que está marcado para o dia 15 e mostrar que o governo tem apoio popular. Há um temor entre os petistas de que os manifestos anti-Dilma tomem as dimensões das manifestações de junho de 2013. O panelaço de domingo (8) foi entendido por aliados da presidente como sinal de alerta.