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11/03/2015 11:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Ex-advogado do PT, ministro Dias Toffoli deve presidir turma do STF que vai julgar políticos envolvidos na Lava Jato

Estadão Conteúdo

José Antônio Dias Toffoli, um dos ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, requisitou na terça-feira (11) ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ingressar na 2ª Turma, a responsável por analisar os inquéritos e processos dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

A decisão deve ser oficializada nesta quarta-feira (11). Nesse caso Toffoli deve inclusive presidir a 2ª Turma em maio, já que seria o mais antigo do STF a compor o grupo e é justamente nesse mês que vence o mandato do atual presidente e relator da Lava Jato, Teori Zavascki.

Toffoli foi advogado eleitoral do PT, foi assessor da Casa Civil no governo Lula, é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral e já compõe há cinco anos a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

'Oh! Você por aqui!?'

De acordo com o Blog do Fernando Rodrigues, a presidente Dilma Rousseff incluiu hoje (11) em sua agenda, de última hora, um encontro com o ministro Dias Toffoli.

O assunto oficial que consta na agenda do encontro é "registro civil nacional''. Coincidência, não?

A transferência: como funciona e por que é necessária?

Um dos ministros da 2ª Turma, Gilmar Mendes, havia solicitado que um dos integrantes da 1ª Turma pedisse transferência para a 2ª, já que esta está com o quórum reduzido desde a saída de Joaquim Barbosa, e isso aumentaria a possibilidade de empate quando os processos da Lava Jato começassem a ser analisados, conforme informa a Folha de S.Paulo.

Pelo regimento, o ministro mais antigo da 1ª Turma, Marco Aurélio Mello, é quem deveria se submeter ao pedido de Mendes, mas Aurélio rejeitou pedir a mudança. "Eu, Marco Aurélio Mello, terminarei meus dias aqui em 2 de julho de 2016 na 1ª Turma. Eu não saio da Primeira Turma, estou muito satisfeito principalmente pelos colegas da bancada", disse o ministro.

Sendo assim, Dias Toffoli, como o segundo na linha de sucessão, é o que se dispôs a mudar.

(Com informações da Estadão Conteúdo)

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