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10/03/2015 19:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

No azul: 5 dicas para administrar bem os gastos em 2015, ano de ajustes fiscais

iStock/Getty Images

Juros lá em cima, mais impostos, menos empregos, contas de luz e de água mais caras, assim como o preço da gasolina, e inflação crescente: o ano de 2015 mal começou e o impacto da estagnação econômica já é sentido por muitos brasileiros.

No começo deste ano, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deu início ao chamado "ajuste fiscal", com o objetivo de reequilibrar as contas públicas, ampliando receitas e cortando gastos. A medida, é claro, acabou pesando no bolso dos consumidores e as expectativas não são positivas até o final de 2015.

Com preços lá em cima, o brasileiro precisa ser mais cauteloso na hora da compra, segundo o economista e consultor do Vida Investe (iniciativa da Funcesp na área de educação financeira e previdenciária), Ricardo Figueiredo. Ele preparou algumas dicas para gerir as finanças sem sufoco em tempos de “ajuste”.

1. Evite novas dívidas

Um momento de alta de juros é sempre delicado para novos endividamentos, sejam eles de curto, médio ou longo prazo. O consultor explica:

“O aumento da taxa básica de juros provoca adequações em todo o mercado. Os bancos elevam as taxas dos seus produtos, desde as linhas de crédito mais simples até as mais complexas. Dessa vez, nem mesmo os financiamentos imobiliários, que tendem a ter juros mais estáveis, ficaram de fora. O cheque especial e os cartões de crédito também devem ser utilizados com o dobro de cautela.”

2. Compre à vista

Segundo Figueiredo, em situações como a atual é sempre melhor adiar ao máximo a compra de eletrônicos e eletrodomésticos para dar preferência ao pagamento à vista e fugir de juros embutidos nos parcelamentos. “Inclusive, muitas vezes, ao comprar à vista é possível conseguir descontos interessantes em algumas situações”, destaca.

3. Reveja o uso do carro

Com a elevação dos preços dos combustíveis, vale a pena avaliar o uso do carro. “Programar um esquema de caronas com vizinhos ou colegas de trabalho que morem na mesma região, por exemplo, pode ajudar a minimizar os impactos nas contas do aumento na gasolina e no etanol”, sugere o consultor.

Deixar o automóvel na garagem no caso de uma ida rápida ao supermercado ou à padaria e utilizar o veículo somente para percorrer distâncias maiores também são outras dicas.

4. Invista em renda fixa

Para quem já possui algum dinheiro guardado e consegue poupar mensalmente, o momento é de aplicar em renda fixa. “Com a Selic em alta, os ganhos nessa modalidade de investimento tendem a ser maiores”.

Figueiredo afirma que uma boa pedida são os títulos do tesouro direto atrelados à inflação, que além de serem ativos praticamente livres de risco, oferecem um bom retorno, protegendo o poder de compra do capital investido, e garantias de pagamento pelo governo. Para prazos mais curtos, títulos atrelados à Selic permitem ao investidor aproveitar esse momento de juros elevados.

5. Tenha cautela nos investimentos em renda variável

A compra de ações na Bolsa de Valores é uma modalidade de investimento naturalmente mais arriscada. Em momentos de instabilidade econômica, os riscos são ainda maiores. “Estamos apenas em janeiro e o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, já acumula perdas superiores a 5%, por isso todo cuidado é pouco”, alerta Figueiredo.

De acordo com ele, não se trata do melhor momento para aplicar o capital em ações, mas, se essa for a opção do investidor, é preciso cautela. “Buscar o máximo de informações possível e estudar bastante é fundamental para fazer as melhores escolhas”, conclui.