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09/03/2015 16:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Quer parecer mais inteligente? Pare de mandar e-mails e comece a falar com pessoas de verdade

Dr. Robert H. Goddard at a blackboard at Clark University in Worcester, Massachusetts, in 1924. Goddard began teaching physics in 1914 at Clark and in 1923 was named the Director of the Physical Laboratory. In 1920 the Smithsonian Institution published his
NASA NASA via Getty Images
Dr. Robert H. Goddard at a blackboard at Clark University in Worcester, Massachusetts, in 1924. Goddard began teaching physics in 1914 at Clark and in 1923 was named the Director of the Physical Laboratory. In 1920 the Smithsonian Institution published his

Você acha que está poupando tempo e passando uma impressão de inteligência quando escreve inúmeros e-mails à sua chefe?

Faça um grande favor a você mesmo: pare de digitar e vá conversar com ela, em vez disso.

Um novo estudo feito por pesquisadores da Escola Booth de Administração, da Universidade de Chicago, revelou que, quando você fala com uma pessoa, essa pessoa a verá como mais inteligente do que veria se tivesse apenas lido uma mensagem que você escreveu. (Portanto, me chame e eu lerei este artigo a você em voz alta!)

“Se você quiser ser visto como uma pessoa inteligente e reflexiva, alguém que tem algo de concreto na cabeça, é importante ser ouvido, literalmente”, disse ao Huffington Post Nick Epley, professor da Escola Booth.

Para este estudo, a ser publicado numa edição próxima do periódico Psychological Science, Epley e a doutoranda Juliana Schroeder pediram aos participantes que escrevessem cartas a potenciais empregadores, oferecendo-se para vagas de trabalho.

Algumas das cartas foram lidas pelos empregadores. Outras foram faladas em voz alta pelos candidatos. Quando os candidatos apresentaram seus argumentos de forma oral, os recrutadores os viram como mais racionais, inteligentes e sensatos. As cartas escritas não foram tão bem recebidas.

Enviar e-mails e participar de chats online em grupo no trabalho pode lhe parecer mais produtivo, mas você perde alguns dos benefícios da comunicação falada, como mostra a pesquisa. Com a palavra falada, você pode transmitir o que quer dizer através do tom de voz. Se é uma conversa cara a cara, seu corpo também emite sinais contextuais. Um texto é mais semelhante a uma “tábula rasa”, diz Epley.

Alguma vez você já recebeu um e-mail de alguém que você odeia ou de quem tem medo? É realmente difícil avaliar o sentido da mensagem.

Em outro estudo que realizou, Epley verificou que é realmente difícil distinguir sarcasmo de sinceridade em um e-mail, e as pessoas parecem não se dar conta disso. Esse fato leva a muitos mal-entendidos.

É claro que falar pessoalmente também pode ser muito mais produtivo que digitar. Algo que muitas vezes requer a troca de vários e-mails para ser combinado – como tentar marcar um almoço ou um encontro por Gmail – pode ser resolvido muito facilmente numa conversa.

Epley explica que conversar é o mais perto que os humanos chegam de realmente se conectar com a mente de outro ser humano. “É como você demonstra que é um ser humano pensante e que tem sentimentos, em oposição a algo menor”, disse o pesquisador.

De acordo com outra pesquisa de Epley, mesmo falar com desconhecidos pode fazer uma pessoa se sentir mais conectada e feliz, mesmo que ela fale com estranhos no metrô. “Conversar com alguém humaniza a pessoa”, ele explica.

A mensagem sobre os métodos de comunicação que escolhemos parece ser ainda mais importante hoje em dia, quando trocamos e-mails ou fazemos chats em grupo com colegas de trabalho que estão sentados a poucos metros de distância, ou ignoramos nossos telefones quando tocam, em favor de ler ou enviar um torpedo rápido.

Seguindo à letra o que aprendeu com sua pesquisa, Epley não tem smartphone, não manda mensagens de texto e detesta o Twitter.

Mas ele usa o e-mail, explicando: “Não sou algum tipo de extremista”.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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