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09/03/2015 16:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante diz que não há terceiro turno eleitoral e defende ajuste fiscal

Montagem/Estadão Conteúdo

O Palácio do Planalto escalou o candidato da presidente Dilma Rousseff para 2018, Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, para defender a chefe. Após reunião do conselho político com a presidente nesta segunda-feira (09), Mercadante convocou uma coletiva de imprensa e repetiu o discurso em prol das manifestações, adotado pelo governo em junho de 2013, mas destacou que não há terceiro turno eleitoral.

"A primeira regra do sistema democrático é reconhecer o resultado das urnas. Só tem dois turnos, não tem terceiro turno. Nós vencemos pela quarta vez (as eleições)", enfatizou.

O ministro também disse que a presidente foi alvo de panelaço em cidades e em bairros onde a petista perdeu as eleições "por uma grande diferença".

Assim como o governo fez nas manifestações, em 2013, o ministro ressaltou que todo protesto pacífico "é um direito da população". Ele, entretanto, pediu que não haja "intolerância" ou "radicalismo". Mercadante demonstrou ainda "preocupação" com o momento pelo qual o País atravessa: recém-saído de uma eleição "bastante polarizada", com momento de "radicalização".

"Precisamos construir uma cultura de tolerância, de diálogo e respeito. Uma agenda de convergência é fundamental para o País poder superar dificuldades conjunturais o mais rápido possível, garantir a estabilidade (econômica) e a retomada do crescimento".

Contas do governo

Mercadante também reafirmou a importância do ajuste fiscal para manter seu grau de investimento e, com isso, atrair investimentos internacionais porque há muita liquidez no mundo que pode ajudar o Brasil.

"Ajuste fiscal é mais ou menos que nem ir ao dentista. Ninguém quer, mas tem que ir. De vez em quando, a gente tem que ir ao dentista e tem que fazer o ajuste fiscal e nós precisamos fazer. Quanto mais rápido melhor para o país".

Na contramão do que o Congresso tem apresentado com movimentos de ruptura, o ministro disse que o governo tem "sentido uma grande disposição de contribuir para o ajuste fiscal."

Apesar de ter se mostrado confiante quanto ao relacionamento com o Congresso, o ministro anunciou que que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) participará das reuniões semanais da coordenação política do governo.

Temer também é presidente nacional do PMDB, principal legenda aliada, mas estava afastado do núcleo de decisão do Palácio do Planalto, formado apenas por ministros petistas e apelidado de G-6.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)