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09/03/2015 19:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Dilma Rousseff diz que protestos são legítimos e reforça que não há terceiro turno

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Em meio a um clima de tensão com protestos marcados para o próximo dia 15 e rescaldo do panelaço de domingo, a presidente Dilma Rousseff minimizou nesta segunda-feira (09) as manifestações contra o seu governo. Após sancionar a Lei do Feminicídio, a petista disse que os protestos são legítimos.

"Eu acredito que o Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e que todos nós temos de valorizar, que é fato de que aqui as pessoas podem se manifestar. E tem espaço para isso. E tem direito a isso. Sou de uma época que a gente se manifestasse, fizesse alguma coisa, acabava na cadeia, podia ser torturado ou morto."

A presidente, porém, ressaltou que não podemos aceitar qualquer forma de violência. "Isso nós não podemos aceitar, mas manifestação pacífica elas são da regra democrática", emendou.

O mesmo discurso feito na manhã desta segunda-feira pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de que não há terceiro turno foi repetido pela presidente. Ela disse que o terceiro turno "não pode ocorrer a não ser que você queira uma ruptura democrática". Na opinião, a sociedade brasileira não aceitará rupturas democráticas. "Acho que nós amadurecemos o suficiente para isso."

Ajuste fiscal

Dilma também defendeu o ajuste fiscal. Segundo ela, é prudente o país perceber que precisa de estabilidade, porque "nós estamos enfrentando uma fase aprofundada da crise econômica".

"Os que são a favor do “quanto pior melhor”, não têm compromisso com o país, por quê? Porque eu, na minha manifestação ontem pela televisão, o que eu queria deixar claro é que o Brasil não está vivendo hoje um momento como aquele do passado, em que ele quebrava."

De acordo com ela, o país está passando por um ajuste momentâneo, que caminha em direção à retomada do crescimento econômico. "Nós lutamos para manter emprego e renda e conseguimos", pontuou.