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06/03/2015 21:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Lava Jato: Sai a lista de políticos que serão investigados por corrupção na Petrobras

Montagem/Estadão Conteúdo

A espera pela lista com os nomes dos políticos que serão investigados na Operação Lava Jato chegou ao fim na noite desta sexta-feira (6). A relação foi divulgada pelo ministro Teori Zavascki, relator no STF da investigação sobre corrupção na Petrobras.

Entre os políticos que terão inquéritos instaurados estão os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) e a senadora e ex-ministra Gleisi Hoffman (PT-PR).

Veja abaixo a lista dos inquéritos que serão instaurados:

Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)

Aline Corrêa (PP-SP)

Aníbal Ferreira Gomes (PMDB-CE), ex-governador do Estado do Ceará

Arthur Lira (PP-AL), deputado federal

Benedito de Lira (PP-AL)

Cândido Vacarezza (PT-SP), ex-deputado federal

Carlos Magno (PP-RO)

Ciro Nogueira Filho (PP-PI)

Dilceu Sperafico (PP-PR)

Edison Lobao (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Eduardo Henrique Silva (PP-PE)

Fernando Antônio Falcão Soares (Fernando Baiano), operador do PMDB

Gladison Cameli (PP-AL)

Gleisi Hoffman (PT-PR), senadora, ex-ministra chefe da Casa Civil

Humberto Costa Lima (PT-PE), senador

Jeronimo Pizzolotto Goergen (PP-RS), deputado federal

João Alberto Pizzolatti Junior (PP-SC)

Lindberg Farias (PT-RJ), senador

João Felipe de Souza Leão (PP-BA), ex-deputado federal

João Luiz Argôlo Filho (Sdd-BA), ex-deputado federal

João Sandes Junior (PP-GO), deputado federal

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT

José Afonso Ebert Hamm (PP-RS), deputado federal

José Linhares da Ponte (PP-CE), ex-deputado federal

José Mentor (PT-SP)

José Olimpio Silveira Moraes (PP-SP), deputado federal

José Otávio Germano (PP-RS)

José Otávio Germano (PP-RS), deputado federal

Lázaro Botelho Martins (PP-TO), deputado federal

Luiz Carlos Heinze (PP-RS), deputado federal

Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)

Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG), deputado federal

Mário Negromonte (PP-BA), ex-ministro das Cidades

Nelson Meurer (PP-PR)

Pedro da Silva Correa de Oliveira Andrade Neto (PP-PE), ex-deputado federal

Pedro Henry Neto (PP-MT), ex-deputado federal

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal

Renato Delmar Molling (PP-RS), deputado federal

Renato Egídio Balestra (PP-GO), ex-deputado federal

Roberto Pereira de Britto (PP-BA), deputado federal

Roberto Sérgio Ribeiro (PP-PE), ex-deputado federal

Roberto Sergio Ribeiro Coutinho Teixeira

Romero Jucá Filho (PMDB-RR), senador

Roseana Sarney (PMDB-MA), ex-governadora do Estado do Maranhão

Simão Sessim (PP-RJ), deputado federal

Valdir Raupp De Matos (PMDB-RO), senador

Vander Loubet (PT-MS), deputado federal

Vilson Luiz Covatti (PP-RS), ex-deputado federal

Os políticos cujos inquéritos já foram instaurados são:

Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais

Fernando Collor de Mello (PTB-AL), senador e ex-presidente da República

Tiveram pedidos de investigação arquivados os políticos abaixo:

Aécio Neves (PSDB-MG), senador

Alexandre José dos Santos (PMDB)

Ciro Nogueira (PP-PI)

Delcídio do Amaral Gomes

Henrique Eduardo Alves (PMDB)

Romero Jucá Filho (PMDB-RR), senador

Dilma Rousseff

O STF esclareceu que não há nada a ser arquivado nem instaurado com relação à presidente Dilma Rousseff. Em um dos depoimentos da delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que ele teria sido procurado por Antônio Palocci para que R$ 2 milhões que seriam destinos ao PT fossem para campanha presidencial da Dilma Rousseff.

Não é citado o ano da campanha. Na delação, o doleiro Alberto Youssef negou essa informação. Isso "significa que há total impossibilidade de investigação do Presidente da República, na vigência de seu mandato, sobre atos estranhos ao exercício de suas funções", ressalta trecho da petição encaminhada pela PGR e deferida pelo STF.

Inquéritos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou a lista à Suprema Corte na terça-feira (3). Ele pediu a abertura de 28 inquéritos, com 54 políticos e pessoas sem foro privilegiado a serem investigados. Janot também enviou ao STF sete pedidos de arquivamento. Zavascki passou os três últimos dias analisando se derrubaria o sigilo dos inquéritos, como recomendou o procurador-geral.

Desde então, alguns políticos estão divididos. Alguns têm negado que tenham sido avisados ou têm contratado advogados para se defender. Outros, como o vice-presidente Michel Temer disseram que é bom que é bom que Janot divulgue logo a lista.

Entre os nomes que já eram conhecidos estavam os da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, Paulo Bernardo, além dos peemedebistas Edison Lobão, senador pelo Maranhão e ex-ministro de Minas e Energia, e Romero Jucá, senador por Roraima.

Nesta sexta-feira, o advogado-geral do Senado Federal, Alberto Cascais, entrou com um pedido de vista para que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tenha acesso aos processos da operação. De acordo com o advogado, o pedido tem caráter institucional, "uma vez que ele (Renan Calheiros), como presidente do Poder Legislativo, deveria ter sido informado pelo PGR dos elementos contra ele", declarou o advogado.

Também esta semana, o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez o mesmo pedido ao STF.

O esquema de corrupção na Petrobras desbaratado a partir de março de 2014 envolvia o loteamento de diretorias da estatal pelo PT, PMDB e PP. Por meio delas, eram arrecadados entre 1% e 3% de propina em grandes contratos. Segundo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa, a propina excedeu os 3% para que "fosse incluído um valor para Renan".

(Com Estadão Conteúdo)