NOTÍCIAS
06/03/2015 23:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Lava Jato: Quase metade dos deputados do PP são investigados. STF abriu 21 inquéritos com 49 suspeitos

Montagem/Estadão Conteúdo

Dos 40 deputados do PP em exercício na Câmara, 47,5% serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal. Dezenove parlamentares são suspeitos de terem envolvimento com aOperação Lava Jato. O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, mandou abrir 21 inquéritos com 49 investigados. São 22 de deputados e 12 senadores. Além de pepistas, há políticos de outros quatro partidos: PMDB, PT, PSDB, PTB e Sdd.

O PP, com PT e PMDB, é suspeito de lotear diretorias da Petrobras para arrecadar entre 1% e 3% de propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel. O esquema instalado na estatal foi desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.

Entre as decisões de Zavascki, também há indicação de remessa a outros tribunais do nome de cinco autoridades. São elas: Antônio Palocci, Cândido Vaccareza,Pizzolati Jr, Pedro Corrêa e Ciro Nogueira Filho. No mesmo despacho, o ministro mandou arquivar investigação sobre os senadores Delcídio Amaral, Romero Jucá, Alexandre José dos Santos, Henrique Eduardo Lyra Alves e Aécio Neves. Entre os investigados estão "autoridades com prerrogativa de foro e outros possíveis envolvidos em investigação cujo foco principal são desvios de recursos da Petrobras".

Segundo o site do Supremo, para o ministro Teori "o modo como se desdobra a investigação e o juízo sobre a conveniência, a oportunidade ou a necessidade de diligências tendentes à convicção acusatória são atribuições exclusivas do procurador-geral da República". Ele assinala que cabe ao Supremo Tribunal Federal "na fase investigatória, controlar a legitimidade dos atos e procedimentos de coleta de provas".

Confira a distribuição por partido:

PP

Aguinaldo Ribeiro (PB)

Aline Corrêa (SP)

Arthur Lira (AL)

Benedito de Lira (AL), senador

Carlos Magno (RO)

Ciro Nogueira Filho (PI), senador

Dilceu Sperafico (PR)

Eduardo Henrique Silva (PE)

Gladison Cameli (AL), senador

Jeronimo Pizzolotto Goergen (RS)

João Alberto Pizzolatti Junior (SC)

João Felipe de Souza Leão (BA)

João Sandes Junior (GO)

José Afonso Ebert Hamm (RS)

José Linhares da Ponte (CE)

José Olimpio Silveira Moraes (SP)

José Otávio Germano (RS)

Lázaro Botelho Martins (TO)

Luiz Carlos Heinze (RS)

Luiz Fernando Ramos Faria (MG)

Mário Negromonte (BA), ex-ministro das Cidades

Nelson Meurer (PR)

Pedro Correa (PE)

Pedro Henry Neto (MT)

Renato Delmar Molling (RS)

Renato Egídio Balestra (GO)

Roberto Pereira de Britto (BA)

Roberto Sérgio Ribeiro (PE)

Simão Sessim (RJ)

Vilson Luiz Covatti (RS)

PMDB

Renan Calheiros (AL), presidente do Senado Federal

Aníbal Ferreira Gomes (CE), deputado federal e ex-governador do Ceará

Roseana Sarney (MA), ex-governadora do Maranhão

Edison Lobao (MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia

Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Valdir Raupp De Matos (RO), senador

Romero Jucá (RO)

PT

Lindberg Farias (RJ), senador

Vander Loubet (MS)

Cândido Vacarezza (SP)

Gleisi Hoffman (PR), senadora, ex-ministra chefe da Casa Civil

Humberto Costa Lima (PE), líder do PT no Senado

José Mentor (SP)

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT

Sdd

João Luiz Argôlo Filho (BA)

PSDB

Antonio Anastasia (MG), senador

PTB

Fernando Collor (AL), senador

Sem partido

Fernando Antônio Falcão Soares (Fernando Baiano), operador do PMDB

(Com Estadão Conteúdo)