NOTÍCIAS
05/03/2015 10:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Popularidade de premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, sobe após discurso nos EUA, mostram pesquisas

AP Photo

Pesquisas de opinião feitas em Israel e divulgadas na quarta-feira (4) mostraram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conseguiu dar um leve impulso em sua popularidade após discursar no Congresso dos Estados Unidos criticando um provável acordo nuclear com o Irã, mas o premiê ainda continua bastante próximo do seu principal rival nas preferências para as eleições de 17 de março.

Um levantamento publicado pela TV israelense Canal 10 indicou que o partido de Netanyahu, o Likud, alcançaria 23 assentos no Parlamento, dois a mais do que o mostrado há uma semana. Mesmo assim, o resultado ainda o deixa empatado com o União Sionista, partido de seu opositor Isaac Herzog.

Segundo o Canal 2, o partido de direita de Netanyahu ganhou um assento em relação a um levantamento anterior, também atingido a marca de 23 cadeiras, logo abaixo do partido de centro-esquerda de Herzog.

Em pesquisas separadas conduzidas pelos canais de TV sobre a popularidade individual de cada candidato, Netanyahu foi escolhido como premiê favorito de 44% dos entrevistados, dois pontos percentuais a mais do que há uma semana. O número de Herzog caiu dois pontos percentuais, para 35%, mostraram os dados divulgados pelo Canal 10.

Mas Netanyahu abriu uma vantagem maior sobre seu rival em uma pesquisa de popularidade feita pelo Canal 2, aparecendo como favorito de 47 por cento dos entrevistados, enquanto 28 por cento escolheram Herzog.

Todas as pesquisas indicaram que Netanyahu teria mais aliados políticos em potencial, com os quais poderia montar uma nova coalizão para governar o país após a eleição.

De acordo com o sistema de eleições parlamentares de Israel, os eleitores escolhem os partidos e não os candidatos individuais, e o chefe do partido com o maior número de aliados políticos é aquele que costuma ganhar um mandato presidencial para a formação de um novo governo.