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05/03/2015 17:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Para Forbes, trajetória do ex-bilionário Eike Batista representa frustração internacional com o Brasil

Adriano Ishibashi/Frame/Estadão Conteúdo

A derrocada do empresário Eike Batista, que foi de um dos homens mais ricos do mundo para um dos mais endividados do Brasil, é a representação do próprio país em que mora - ganha fama e fortunas por uma promessa que (até agora) não foi cumprida.

Ao menos essa é a opinião da revista norte-americana Forbes, ao descrever a atual situação do ex-bilionário - e compará-la com o panorama brasileiro. "O Brasil é o país do futuro - e sempre será".

Ela lembra que, apenas cinco anos atrás, o fundador da petroleira OGX tinha uma fortuna pessoal estimada em US$ 27 bilhões e chegou a ser o oitavo homem mais rico do planeta. "Nos dias de hoje? Seus bens estão confiscados pelo Estado", constatou.

Segundo a Forbes, o que deveria ser um tesouro de petróleo em 2007 nunca foi entregue pela empresa. Eike, inclusive, chegou a responder os questionamentos da revista em 2010. "Não, não, não. Deixe-me te dizer: a OGX é zero porcento de especulação."

Em outubro de 2013, a OGX pediu proteção contra falência, com dívida total de US$ 5,1 bilhões. O empresário foi acusado por crimes contra o mercado financeiro e seus bens, como carros, iate, jet-skis, um falso ovo Fabergé e até um piano, estão apreendidos pela Polícia Federal.

A revista também não deixou passar o "incidente" com o juiz. "No final de fevereiro, a saga deu um toque a mais: Flávio Roberto de Souza, o juiz que cuidava do caso de Eike, foi visto dirigindo um dos carros apreendidos, o o Porsche Cayenne."

"Batista, que previa ser o homem mais rico do mundo em 2015, agora está cheio de dívidas. O ceticismo sobre ele e o país de origem parece ter sido validado."