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04/03/2015 16:13 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Vereador bate boca e acerta tapa no rosto de marceneiro na Câmara de Franca (SP) (VÍDEO)

Que o Brasil vive um momento turbulento, de ânimos exaltados, disso ninguém tem dúvida. Mas na Câmara Municipal de Franca (SP), no interior paulista, o tempo fechou. Literalmente. O vereador Luiz Vergara (PSB) acabou acertando um tapa no rosto de um espectador presente a uma sessão da Casa, nesta terça-feira (3).

Segundo o vereador, ele foi alvo de agressões verbais do marceneiro Hélio Pinheiro Vissoto, durante uma conversa em uma área reservada aos parlamentares. Após a agressão, ele voltou ao plenário, bastante exaltado.

“Ele estendeu o dedo e disse ‘o senhor valeu quanto?’. Isso também estava escrito nas redes sociais. Ele colocou em xeque minha idoneidade. Eu nunca me vendi e não tenho valor a ser pago, como ele sugeriu”, afirmou Vergara, em entrevista ao G1. O fato do vereador ser o novo líder da bancada de apoio ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) teria sido o motivo da discórdia.

Nas redes sociais, o vereador se desculpou com os cidadãos e com a comunidade francana por sua ‘atitude intempestiva’.

Vergara também disse ter registrado um boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial de Franca por difamação e ameaça. No documento, ele relatou que vem sendo perseguido pelo cidadão com ofensas contra sua honra e dignidade, além de se sentir ameaçado física e moralmente.

Do outro lado, Vissoto agradeceu “aos que manifestaram solidariedade”, mas que não vai se pronunciar publicamente sobre o caso. Ele deu a atender, em sua página no Facebook, que buscará a Justiça contra o vereador que o agrediu.

Na mesma rede social, a ‘postagem da discórdia’ à qual Vergara se referia ainda estava no ar nesta quarta-feira (4).

O presidente da Câmara, Marco Antônio Garcia (PPS), já avisou que a agressão do vereador pode lhe render um processo na Comissão de Ética da Casa. “Infelizmente, o vereador não poderia ter perdido o ponto de equilíbrio. O que pode acontecer agora é qualquer cidadão ou parlamentar chamá-lo à Comissão de Ética, que ouvirá os dois lados. Entre as penalidades previstas, estão a advertência, uma suspensão ou até a cassação do mandato”.