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27/02/2015 13:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Governador Beto Richa admite erros, mas repassa a Dilma a culpa pelo rombo nas contas do Paraná

Montagem/Estadão Conteúdo

Pela primeira vez o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), admitiu ter cometido ‘erros’ durante a condução de alguns temas relativos ao Estado em 2015. Com dívidas na casa dos bilhões com fornecedores e débitos pendentes com parte do funcionalismo, o tucano disse que o momento é de “buscar o entendimento” com as vozes descontentes.

“Houve um erro, mas foi involuntário. Nós tínhamos urgência em implantar essas propostas. Agora, retiramos e estamos discutindo. Eu sou do diálogo, do entendimento”, disse Richa ao jornal Folha de S. Paulo, a respeito do ‘pacotaço’ – série de medidas de arrocho fiscal, que atingem benefícios do funcionalismo público estadual.

Acusado por um suposto ‘estelionato eleitoral’, por ter dito durante as eleições que as contas do Paraná estavam saneadas, Richa negou e afirmou que, no seu primeiro mandato, ele já vinha “equacionando as dívidas”. “Eu estava saneando as contas e fazendo, investindo. Há contratações, obras. Nada disso existia. O Estado está avançando, e a dívida é administrável”.

Richa alegou que pegou o Paraná com “R$ 4,5 bilhões em dívidas”, mas nem assim deixou de investir, o que torna o Estado “muito melhor que antes”. O governador anterior ao tucano foi o senador Roberto Requião (PMDB), que vem ironizando há semanas as alegações de Richa para a crise vivida pelo Estado.

Sobre as finanças, o governador paranaense insistiu que a causa do problema é a situação econômica nacional. É uma alegação já usada antes pelo colega de partido, Geraldo Alckmin, para falar dos problemas no Estado de São Paulo. Mas Richa repassou à presidente Dilma Rousseff uma situação que lhe foi “imposta”, segundo suas palavras.

“No ano passado, nosso orçamento não se confirmou, porque foi baseado em projeções e expectativas anunciadas pela própria presidente. ‘A economia está aquecendo, vai crescer 5%...’. Não houve isso”, comentou. Por fim, tentou demonstrar firmeza e despreocupação com a sua queda de popularidade, afirmando que ela pode oscilar, mas “o que não pode oscilar é a coerência”.