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24/02/2015 19:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Analisamos, explicamos e derrubamos 6 argumentos perigosos contra a vacinação

A ciência oferece amplas provas de que as vacinas para crianças são seguras e eficazes, e autoridades públicas da área de saúde afirmam que elas são tão importantes quanto o cinto de segurança quando se trata de proteger nossos filhos.

Até o presidente Barack Obama insistiu que os pais devam vacinar seus filhos.

Então por que muitos pais são contra as vacinas – mesmo diante de uma epidemia de sarampo que atingiu 102 pessoas em 14 Estados ?

É complicado, claro. A confiança no governo – ou a falta dela – foi identificada como um fator chave. Mas muitos pais são contrários à vacinação por pura desinformação.

Eis aqui seis argumentos errados contra a vacinação – e a verdade sobre cada um deles.

Argumento errado nº 1: Não há provas de que as vacinas não provoquem autismo. É difícil provar uma afirmação negativa. Mas a Academia Americana de Pediatria apresentou uma lista de mais de 40 estudos mostrando que não há nenhuma ligação entre vacinas e autismo.

Argumento errado nº 2: Um estudo inglês mostrou uma ligação entre vacinas e autismo. Sim, um estudo publicado em 1998 na revista The Lancet encontrou tal ligação. Mas o estudo foi desmentido, e o médico-pesquisador que o liderou, Andrew Wakefield, manipulou os dados e perdeu sua licença médica.

Argumento errado nº 3: Existem muitos exemplos de crianças que desenvolvem autismo depois da vacinação. Histórias assim não são provas, e não há razão para acreditar que as vacinas tenham causado o autismo. Como dizem sucintamente os cientistas, correlação não significa causalidade, apesar de muitos pais acreditarem o contrário.

Para deixar claro quão equivocada é essa crença, o usuário do Reddit Jasonp55 postou uma pesquisa que mostra que as vendas de alimentos orgânicos aumentaram junto com os casos registrados de autismo. Ele aponta que a comida orgânica, assim como as vacinas, não tem culpa pelo aumento dos casos de autismo, apesar de haver correlação.

Argumento errado nº 4: Não é da conta de ninguém se meu filho não é vacinado. Na verdade, pais que não vacinam seus filhos podem colocar em risco a saúde de outras crianças que são pequenas demais ou não podem ser vacinadas por qualquer outro motivo. Quando o número de crianças não-vacinadas supera um determinado patamar, a chamada “imunidade do rebanho” é comprometida – e doenças evitáveis podem se infiltrar na comunidade.

Argumento errado nº 5: As vacinas podem “sobrecarregar” o sistema imunológico das crianças. Simplesmente não é verdade. Do momento em que nascem, os bebês estão expostos a todo tipo de vírus A maioria dos médicos – e os Centros de Controle de Doenças e o Instituto de Medicina – concordam que o sistema imunológico das crianças conseguem lidar com as pequenas doses de antígenos de várias vacinas. De fato, o pediatra Laurel Schultz, de San Francisco, escreveu em um artigo recente que as crianças têm mais exposição a antígenos do ambiente todos os dias que aos de todas as vacinas juntas.

Argumento errado nº 6: A imunidade “natural” é melhor que a que vem com a vacinação. A chamada imunidade “natural” é resultado do corpo combatendo doenças infecciosas com sucesso – e pesquisas mostram que a resposta imunológica de pessoas que foram vacinadas é tão boa quanto a de pessoas cuja imunidade vem de uma infecção. Mas, é claro, a imunidade da vacina é preferível, pois vem sem o risco de uma infecção perigosa (http://www.health.gov.on.ca/en/pro/programs/immunization/myths.aspx).

Seth Mnookin, blogueiro do HuffPost e autor de “The Panic Virus” (O vírus do pânico, em tradução livre), contribuiu com este artigo.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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