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18/02/2015 08:43 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Pego em dois antidopings, Anderson Silva mantém o silêncio, não comparece à audiência e é suspenso nos EUA

Felipe Dana/AP

O lutador brasileiro Anderson Silva foi suspenso temporariamente pela Comissão Atlética de Nevada. A audiência, realizada nesta terça-feira (17) em Las Vegas (EUA), confirmou que o Spider falhou em um segundo teste antidoping, realizado no dia da luta contra o americano Nick Diaz, no UFC 183, realizado em 31 de janeiro. A decisão final deve sair no próximo mês.

Anderson foi flagrado pelo uso de dois esteroides anabolizantes (drostanolona e androsterona) em um exame surpresa realizado dia 9 de janeiro. Os resultados dos exames feitos no dia da luta apontaram novamente a drostanolona e uma terceira substância proibida, a benzodiazepina, que inibe a ansiedade.

Durante a audiência desta terça-feira nos EUA, Anderson foi representado pelo advogado Michael Allonso, que já defendeu anteriormente outro brasileiro, Vítor Belfort. O Spider não compareceu à audiência da comissão e, dessa forma, perdeu a chance de ser ouvido, de argumentar sobre o uso de substâncias proibidas. O lutador, aliás, vem mantendo o silêncio. Suas redes sociais não são atualizadas há mais de uma semana, após ele negar o doping relativo ao dia 9 de janeiro.

“Eu estou competindo neste esporte há muito tempo. Essa é a minha 19ª luta no UFC. Eu fui testado muitas vezes e nunca testei positivo para doping. Eu não tomei drogas proibidas. A minha posição é que drogas são, e sempre serão, as mesmas. Eu advogo por um esporte limpo. Eu estou consultado meus agentes agora para explorar as opções para me defender e limpar o meu nome. Não farei nenhum outro comentário até que meu time me aconselhe a fazer isso”, divulgou na ocasião.

O brasileiro venceu o duelo contra Diaz por pontos após cinco assaltos. Ele ficou 399 dias afastado das lutas por causa de uma fratura na perna direita, sofrida em combate diante do norte-americano Chris Weidman. Com o caso de doping, Anderson não recebeu a bolsa de US$ 800 mil (R$ 2,2 milhões) e mais o bônus de US$ 200 mil (R$ 565 mil).

Além disso, o lutador foi retirado do reality show (TUF 4), organizado pelo UFC e pela TV Globo, no qual era o treinador de uma das equipes. A vitória sobre Diaz deverá virar um ‘No Contest’ (termo para luta sem resultado). Aos 39 anos, Anderson poderá ser impedido de lutar por até duas temporadas, em audiência a acontecer em março.

A punição poderá antecipar a aposentadoria de um dos atletas mais importantes do MMA. Nesta quarta-feira (18), os dirigentes do UFC deverão se pronunciar sobre esse e outros casos de doping no evento, com o anúncio de possíveis punições e mudanças de procedimentos do Ultimate para atacar o problema do doping no esporte.

(Com Estadão Conteúdo)

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