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18/02/2015 18:14 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Após sair da Petrobras, Paulo Roberto Costa recebeu R$ 550 mil por mês de propina de contratos antigos

André Dusek/Estadão Conteúdo

Em um dos depoimentos da delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que continuou recebendo propina depois de sair da estatal. Segundo o jornal O Globo, Costa recebeu os valores até um mês antes de ser preso pela Polícia Federal, em março do ano passado, e dois anos depois de deixar a empresa. O montante foi pago em prestações mensais de R$ 550 mil e somaram R$ 8,827 milhões.

Ele também contou aos policiais que abriu a empresa Costa Global para prestar consultoria, mas acabou a usando para esquentar o dinheiro irregular. Segundo Costa, era a filha dele, Arianna Azevedo Costa Bachmann, que elaborava os pareceres fictícios e emitia as notas frias.

A Costa Global fechou contratos com quatro empreiteiras - Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Iesa Óleo e Gás e Engevix. O ex-diretor da Petrobras também disse que foram fechados contratos para receber dinheiro ilegal com uma distribuidora de produtos de petróleo que atua no Amazonas.

Ao G1, a Camargo Corrêa e a Queiroz Galvão negaram as acusações. A Engevix disse que prestará os esclarecimentos sobre o caso à Justiça.

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, também investigado naOperação Lava Jato, disse em um depoimento que o ex-diretor Renato Duque foi outro que continuou a receber propina depois de deixar o posto.