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17/02/2015 09:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Confusão na Vila Madalena deixa rastro de sujeira e pelo menos quatro feridos

EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO CONTEÚDO

Um policial ficou ferido por uma garrafa arremessada na confusão registrada na madrugada desta terça-feira (17) na Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, de acordo com o capitão Eliseu Chaves de Oliveira, comandante da operação da Polícia Militar.

"Embora a Prefeitura coloque um horário para acabar, as pessoas não respeitam", disse. "Vamos seguir com o nosso planejamento de dispersão. Se tem resistência, temos nossos meios para dispersar."

No total, foram quatro feridos, ao menos. A reportagem viu dois feridos e a polícia confirmou mais outro folião, além do policial. A operação da Polícia Militar na Vila contou com 218 policiais, 30 viaturas e 15 motos.

Bombas de efeito moral foram lançadas na esquina das Ruas Fidalga e Aspicuelta, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, tradicional reduto boêmio da capital paulista e que recebe foliões neste carnaval. A Polícia Militar soltou as bombas depois que um grupo jogou garrafas de vidro contra os policiais.

Antes disso, uma briga generalizada aconteceu na esquina quando grupos de torcedores começaram a entoar gritos de torcida. O clima já era tenso desde às 23 horas. Muitos dispersaram-se e os policiais começam a descer a Aspicuelta.

Foram registradas algumas brigas na Rua Fidalga e na própria Aspicuelta, com bêbados caídos no chão e pessoas passando mal pelo exagero no consumo de álcool.

À 1h37, a Aspicuelta já estava sendo lavada. "Não é um local ideal para o carnaval. Muita gente vem, e toma uma proporção gigantesca", diz o capitão. A Prefeitura proibiu a venda de garrafa de vidro, mas havia muitas pelo chão. "É difícil coibir a entrada de vendedores ambulantes."

As ruas estavam quase vazias por volta das 2 horas desta terça-feira (17), com exceção de um pequeno grupo. Policiais militares usaram mais bombas de efeito moral para dispersar o público. Desta vez, foi na Rua Inácio Pereira da Rocha, último local onde havia concentração. Viaturas e motos vieram para colaborar com a dispersão, com sirenes e giroflex ligados.

Lamentavelmente, a violência foi registrada ao longo de todo o Carnaval na região.

Seis blocos que saíram na Vila Madalena são multados

Seis blocos de carnaval que desfilaram na Vila Madalena serão autuados pela Prefeitura por desvio de itinerário, descumprimento de horários e privatização de espaços públicos. O valor da multa para cada grupo será de cerca de R$ 3 mil, segundo a administração municipal. Outros seis grupos serão notificados e podem sofrer restrições no próximo carnaval.

O bloco Acadêmicos do Baixo Pinheiros, por exemplo, iniciou o seu desfile atrasado no sábado (14) à meia-noite, e não respeitou o percurso combinado. Além disso, o grupo hostilizou o coordenador do SOSsego Vila Madalena, Tom Green, de forma acintosa em sua residência e, mais tarde, o local sofreu vandalismo, informou a Prefeitura.

Vila Madalena e Pinheiros são os bairros que mais receberam foliões até esta segunda: foram 350 mil pessoas apenas nos dois últimos fins de semana, de acordo com a Prefeitura.

A Polícia Militar tem feito, durante os dias do feriado de carnaval, um cordão de isolamento para dispersar os blocos de rua que tomam as ruas dos bairros. O objetivo da corporação e da Prefeitura era que a dispersão ocorresse entre meia-noite e uma hora da manhã, mas muita gente permanecesse na Vila Madalena depois desse horário.

Desde o dia 7 de fevereiro até esta segunda-feira, foram recolhidas mais de 260 toneladas de lixo na região. Para a limpeza das ruas, foram utilizados mais de 600 m³ de água de reúso e 740 litros de desinfetante.

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