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16/02/2015 19:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Milhares de dinamarqueses marcham após atirador atacar Copenhague

REUTERS/Leonhard Foeger

Dezenas de milhares de dinamarqueses se reuniram em memoriais iluminados por tochas em torno do país nesta segunda-feira (16), prestando respeito às vítimas dos ataques mortíferos a uma sinagoga e um evento promovendo liberdade de expressão que chocou uma nação orgulhosa de seu histórico de segurança e abertura.

Cantando "Imagine", de John Lennon, os dinamarqueses prometeram defender sua sociedade tradicionalmente aberta e mostraram solidariedade com a minoria muçulmana do país, após relatos de que o atirador era um dinamarquês com raízes palestinas e paixão por questões islamitas.

No sábado (14), um atirador abriu fogo contra um café em que acontecia um debate sobre liberdade de expressão, matando um, e atacou uma sinagoga, matando um guarda. No domingo (15), a polícia matou o atirador, um dinamarquês de 22 anos cuja identificação não foi divulgada. Embora a polícia não tenha informado seu nome, um canal de TV local, a TV2 News, revelou sua identidade: Omar Abdel Hamid El Hussein. Informações não oficiais divulgadas pela imprensa dinamarquesa indicam que o jovem tinha saído da prisão duas semanas antes de cometer os atentados, depois de cumprir pena por assalto. O atirador foi abatido no bairro de Norrebro, uma parte da cidade ocupada principalmente por imigrantes com reputação de violência entre gangues. O homem, que tinha antecedentes de violência e posse de armas, possuía duas armas quando foi morto, e a polícia depois encontrou uma pistola automática que deve ter sido usada nos ataques de sábado.

O chefe do serviço secreto dinamarquês, Jens Madsen, afirmou que o homem já era conhecido e provavelmente agia sozinho. Entretanto, a polícia prendeu duas pessoas sob a suspeita de auxiliar os ataques, mas disse que não havia indicação de que o atirador era parte de uma célula ou havia viajado à Síria ou ao Iraque.

A primeira-ministra da Dinamarca, Helle Thorning-Schmidt, afirmou que os ataques foram terrorismo — em clara referência ao atentado à revista satírica Charlie Hebdo, em Paris — , mas que isso não representava o início de uma guerra entre o Ocidente e o Islã.

(Com Reuters)