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12/02/2015 12:04 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Polícia Federal leva três carros da casa de Luma de Oliveira, ex de Eike Batista

Wilton Junior/Estadão Conteúdo

A ex-modelo Luma de Oliveira foi surpreendida bem cedo na manhã desta quinta-feira (12) por agentes da Polícia Federal. Eles participam da terceira etapa de uma operação que busca R$ 3 bilhões em bens do ex-marido dela, o ex-bilionário Eike Batista.

Os policiais chegaram no condomínio de luxo no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, onde Luma mora por volta de 7h30. Eles apreenderam três carros — dois Toyota Hilux, avaliados em aproximadamente R$ 175 mil, e um BMW X5.

A Ranger Rover de Thor, filho do casal, que não estava estacionada na casa de Luma ficou fora das garras da PF.

A irritação da modelo com o trabalho da PF vista na semana passado, quando ela deu um barraco ao ver os primeiros bens do ex-marido serem levados, foi demonstrada hoje de novo.

De acordo com uma testemunha ouvida pela jornal O Globo, a ex-modelo aguardava na cozinha e esbravejava ainda quando estava longe dos policiais.

A PF foi recebida por Thor e pelo chefe de segurança da mansão. Eike chegou por volta de 7h50, mas não quis dar declarações. Segundo a testemunha ouvida, Eike estava muito calmo, assim como filho, que foi muito gentil com os agentes.

Ontem, a PF apreendeu um iate, três jet skis e outras duas embarcações do ex-bilionário na casa de Angra dos Reis. Na semana passada, foram levados seis carros, incluindo a Lamborghini avaliada em R$ 2,8 milhões que decorava a sala da mansão do empresário, além de computadores, quadros, telefone celular, um piano e R$ 90 mil em espécie.

No dia que a operação foi deflagrada, o advogado do ex-bilionário, Sérgio Bermudes, disse iria recorrer da decisão a Justiça e que não tinha sobrado dinheiro nem para comprar comida.

A ação faz parte de uma decisão da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro que determina o bloqueio de R$ 3 bilhões em ativos financeiros de imóveis de Eike, dos filhos do empresário Thor e Olin, de Luma e da mãe do terceiro filho dele, Flávia Sampaio. A intenção é garantir o pagamento de indenizações, caso Eike seja condenado por crimes contra o mercado financeiro.