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12/02/2015 21:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Governo do Paraná desiste de pacote de austeridades após protesto

Reprodução/Facebook

O governo do Paraná desistiu do "pacotaço" - projeto visa o corte de diversos benefícios aos funcionários públicos com a justificativa de que o governo precisa "adequar os gastos a uma nova realidade orçamentária e financeira". A decisão aconteceu após manifestantes invadirem a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), nesta quinta-feira (12).

Prestes a completar uma semana, a greve dos professores e funcionários públicos do Paraná ainda não tem previsão de término. São mais 950 mil alunos sem aulas e de 2.100 escolas paradas desde segunda-feira (9). No total, mais de 100 mil funcionários estão paralisados - 100% da categoria aderiu ao movimento.

Desde o início do movimento, professores da rede estadual de ensino foram às ruas e acamparam em frente à Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Os manifestantes começaram a deixar o local no início desta noite

Entenda o caso...

Para controlar a crise financeira do Paraná, Richa adotou medidas de austeridades que prejudicaram diversas classes trabalhadoras, em especial a dos professores estaduais.

A princípio, em dezembro, as medidas afetaram os preços de medicamentos, gasolina, material escolar, roupas, móveis e eletrodomésticos. O IPVA, que também entrou na lista, foi de 2,5% para 3,5%.

O.o

Em fevereiro, um novo “pacote de austeridades”, apelidado de ‘pacotaço’, foi enviado à Assembleia Legislativa, afetando diretamente os trabalhadores do estado.

O pacote determina que os professores, a categoria com as maiores mudanças, perderiam o auxílio-transporte durante as férias ou afastamento, e teriam as regras da retirada de licença alteradas. Afora isso, 12 mil professores que estão nos cargos administrativos de escolas teriam que voltar à sala de aula, o número de profissionais temporários seria reduzido de 29 mil para 10 mil e haveria corte do anuênio salarial juntamente às mudanças na previdência estadual (que passará a ter um teto de R$ 4.600).

O Fórum das Entidades Sindicais do Paraná, que reúne 14 sindicatos de funcionários do estado, não esperou e convocou todos os seus associadas para uma paralisação imediata.