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11/02/2015 10:21 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Henrique Pizzolato: Corte de Cassação da Itália começou hoje a julgar extraditarção de ex-diretor do Banco do Brasil

Rodrigo Paiva/Estadão Conteúdo

A Corte de Cassação da Itália, mais alta instância da Justiça no país, começou a julgar na manhã desta quarta-feira (11) o pedido de extradição ao Brasil do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado pelo STF no mensalão. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, que acompanha o caso, a decisão será informada amanhã. Se a decisão for favorável, o caso segue para análise do Ministério da Justiça em Roma.

A expectativa do governo brasileiro é que a Justiça italiana reveja a decisão da Corte de Apelação de Bolonha de outubro no ano passado, que foi contra a extradição.

Na época, para negar o pedido, a corte de Bolonha usou os argumentos da defesa de Pizzolato de que as prisões brasileiras não têm condições de garantir a proteção aos direitos humanos. Nos documentos, os advogados do ex-diretor do BB usou informes da ONU para mostrar as más condições das penitenciárias do país.

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Ao lado do Brasil está o Ministério Público italiano. Em novembro do ano passado, o órgão entrou com um recurso na Justiça italiana contra a decisão da corte de Bolonha.

O governo brasileiro também entendeu como um sinal positivo o decreto da extradição de Elena Cavalcanti, emitido pelo Ministério da Justiça da Itália. Ela é acusada de envolvimento em redes de prostituição e de tráfico humano.

O ex-diretor do Banco do Brasil, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália em setembro de 2013 e foi preso cinco meses depois, em Maranello, por portar documento falso. Ele foi solto em outubro, logo após a corte de Bolonha negar a extradição.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

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