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11/02/2015 15:49 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Desafeto do Planalto, Eduardo Cunha diz não haver espaço para discutir impeachment de Dilma

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Desafeto do Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discorda da oposição que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele disse nesta quarta-feira (11) que não "ver espaço" para discussão da saída da petista com base nos escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras.

"Não vejo espaço para isso pedido de impeachment da presidente. Não concordo com esse tipo de discussão e não terá meu apoiamento", disse Cunha. "Existe uma diferença muito grande entre você ter qualquer tipo de divergência ou forma como atuar com independência. Mas o governo que aí está foi legitimamente eleito. Não dá para você, no início do mandato, querer ter esse tipo de tratamento neste processo", afirmou.

O presidente da Câmara é responsável por arquivar ou dar encaminhamento aos parlamentares do pedido de impeachment do presidente. Apesar da opinião dele, manifestantes de todo país organizam um ato no dia 15 de março para pedir a saída de Dilma do governo.

Cunha autorizou a criação de uma CPI na Câmara para investigar o esquema de corrupção na Petrobras. Após o recesso de Carnaval, o presidente da Casa disse que instalará a comissão e indicará nomes para compô-la, caso os partidos não façam isso. "Quem não tiver indicado, eu vou indicar. Isso será uma prática normal aqui, a gente conceder os prazos e os partidos que não indicarem, nós vamos substituir, indicar e, depois, eles substituem, se assim entenderem", explicou o presidente.

Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), candidato derrotado na disputa pela liderança do PMDB na Câmara, ocupará o "principal posto" da CPI, segundo Cunha. O presidente, no entanto, não sinalizou se o deputado baiano ficará com a presidência ou a relatoria da comissão.

( com informações do Estadão Conteúdo)