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08/02/2015 09:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Popularidade de Geraldo Alckmin cai de 48% para 38% por causa do racionamento de água em São Paulo e 'pouca transparência'

Montagem/Estadão Conteúdo

A crise hídrica e a postura do governo de São Paulo diante dela afetaram a reputação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) um mês após o início de seu segundo mandato. É o que mostra a pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o levantamento feito de 3 a 5 de fevereiro, a proporção de paulistas que consideram o governo dele ótimo ou bom caiu de 48% para 38%.

A quantidade de eleitores que classificam a gestão dele como regular oscilou de 34% para 36%.

Já aqueles que acham o governo ruim ou péssimo cresceram de 17% para 24%.

A pesquisa de popularidade anterior foi feita nos dias 1º e 2 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições.

Para os entrevistados, o maior problema do estado atualmente é a falta de água. Ela está em primeiro lugar, com 22% de menções, empatada tecnicamente com saúde, que tem 21%.

Cresceu a reprovação das ações do governo Alckmin para contornar o problema: 39% acham a atuação dele ruim ou péssima, contra 27%, em agosto do ano passado.

Também são 39% os que classificam de regular, e apenas 19% consideram ótima ou boa.

O Datafolha motra que 81% dos entrevistados acreditam que Alckmin e demais responsáveis só têm divulgado as informações que lhes interessam sobre a crise hídrica.

Apenas 19% acham que o governo estadual é completamente transparente.

Esses dados refletem a forma como Alckmin trata o problema desde o ano passado, quando o Sistema Cantareira começou a secar com mais rapidez.

Medidas de racionamento de água já estavam a pleno vapor em meados de 2014 e, mesmo assim, o governador só falou nisso pela primeira vez em janeiro deste ano.

Ele ainda voltou atrás, enquanto dirigentes da Sabesp (Companhia de Abastecimento de São Paulo) estariam tentando alertar para o problema ou até sugerindo o êxodo dos paulistas.

Para 37% dos entrevistados, o governo estadual é o principal responsável pelo desabastecimento. "Todos" foi a resposta de 22% dos eleitores, enquanto 20% apontaram "a população".

O Datafolha ouviu 1.709 pessoas em 46 municípios paulistas.