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28/01/2015 12:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Grupo líbio afiliado ao Estado Islâmico assume ataque a hotel em Trípoli

Reuters

Um grupo líbio afiliado ao extremista Estado Islâmico assumiu nesta quarta-feira (28) a responsabilidade por um ataque a um hotel de luxo em Trípoli que resultou na morte de dez pessoas, entre elas um norte-americano e quatro europeus.

O grupo chamado "Estado Islâmico na Província de Trípoli" disse ter lançado o ataque na terça-feira (27) para vingar a morte de Abu Anas al-Libi, que foi indiciado por um tribunal federal dos Estados Unidos por sua suposta participação em ataques a embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998.

Al-Libi foi capturado numa rua de Trípoli por forças especiais norte-americanas em 2013 e morreu no início deste mês, sob custódia dos Estados Unidos, em razão de complicações de uma cirurgia no fígado.

O grupo identificou os homens que realizaram o ataque como Abu Ibrahim al-Tunsi e Abu Suleiman al-Sudani, nomes de guerra que sugerem que se tratava de um tunisiano e um sudanês.

"A operação não é a última nas terras de Trípoli...deixe os inimigos de Deus, os cruzados e seus aliados esperarem o que vai atingi-los", diz a mensagem.

O grupo afiliado já havia assumido a responsabilidade por um ataque recente contra a embaixada da Argélia, que deixou três seguranças feridos. Anteriormente, eles já haviam postado fotografias de seus homens visitando mercados e distribuindo panfletos. As postagens desta quarta-feira se equiparam a mensagens anteriores divulgadas pelo grupo.

O ataque de terça-feira teve como alvo o hotel Corinthia que, além dos estrangeiros, deixou cinco seguranças mortos. Os dois participantes do ataque também morreram.

A Líbia tem sido assolada pela violência provocada por milícias e governos rivais desde a guerra civil de 2011, na qual o ditador Muamar Kadafi foi derrubado e morto. Um grupo de milícias islamitas controla Trípoli atualmente.