LGBT
27/01/2015 12:29 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Levy Fidelix diz que será candidato a prefeito de SP, ataca Parada Gay e afirma que Brasil vive ‘inversão de valores'

Montagem/Estadão Conteúdo

‘Presidenciável eterno’ do PRTB, Levy Fidelix anunciou nesta segunda-feira (26) que será candidato a prefeito de São Paulo em 2016. O anúncio foi feito durante visita à Rádio Jornal, de Recife, cidade onde Fidelix participou de um evento da sigla. E, de quebra, ele aproveitou para alfinetar a comunidade LGBT, já atacada por ele durante as eleições de 2014.

De acordo com aquele que se diz ‘criador do Aerotrem’, uma das suas primeiras medidas será impedir a realização da já tradicional Parada do Orgulho Gay da Avenida Paulista. “Vamos levar para o sambódromo, que é um local mais adequado, para quem quiser se exibir, sem prejudicar a mobilidade das outras pessoas”, disse Fidelix, em tom de deboche.

Naturalmente, a polêmica em torno do ‘aparelho excretor’ não ficou de fora. “Veio uma questão daquela, um ponto fora da curva e virou uma questão nacional. Foi um incidente, mas eu acho que a sociedade defendia a maioria do povo brasileiro. Fui citado como ‘homofóbico’ e jamais o fui ou sou, mas não poderia me intimidar diante daquela questão”, comentou.

Achou que foi só isso? Teve mais. “Esses movimentos ‘gayzistas’ são bem articulados, financiados por ONGs internacionais, mas a maioria do povo brasileiro comprou a noção de que temos que defender o que está previsto na Constituição, que é defende a liberdade de expressão e reconhece a família como homem, mulher e filhos”, emendou, dizendo que “há ainda alguns processos” contra ele.

Sobrou ataques ainda contra Luciana Genro (PSOL), que “deveria mudar”, segundo Fidelix, já que “está no quarto casamento” e tem ligações comunistas com as quais o Brasil nada quer, e contra Eduardo Jorge (PV), que deveria ser processado por defender a liberação da maconha e o aborto. “Estamos vivendo uma inversão de valores”.

Voltando ao plano eleitoral, Fidelix não disse se acredita que pode bater o atual prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), porém garantiu também que sairá mais uma vez candidato à Presidência da República, em 2018. Será mais uma chance dele “provar” que as eleições “são fraudadas”, segundo o próprio reiterou à rádio pernambucana.

“Tenho segurança: os votos são desviados. Me processem, aí que eu quero ver”, afirmou, criticando o processo que teria influência de Cuba e Venezuela e o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teria “a mania de perseguir o PRTB ao não aprovar as suas contas”.

E sobre o governo da presidente Dilma Rousseff? Fidelix acha que ele “está no fim” após vencer “graças ao Bolsa Família”, que está levando o Brasil – já “quebrado” – e que a presença de Joaquim Levy (“meu xará”, disse) não vai ajudar em nada.

“O meu homônimo vai levar o Brasil a uma recessão terrível. Dilma deveria colocar no posto um industrial, uma pessoa que paga impostos e produz, não uma pessoa que trabalha para elevar os juros, para os bancos”, concluiu.