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27/01/2015 13:46 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Após 70 anos da liberação de Auschwitz, 300 sobreviventes do holocausto voltam ao campo de concentração na Polônia

Há exatos 70 anos, o exército soviético libertava cerca de 7.500 prisioneiros que ainda estavam em Auschwitz. Era o fim de um pesadelo para uma minoria que havia sobrevivido. Cerca de 1,1 milhão de judeus e mais de 100 mil prisioneiros de guerra, ciganos, homossexuais e outras minorias haviam sido mortos no local, inaugurado em 20 de maio de 1940.

Foi lá onde os nazistas testaram a primeira câmara de gás, em setembro de 1941. O teste, considerado um "sucesso" matou 850 prisioneiros poloneses e russos. Depois, várias câmaras foram construídas em outros campos de concentração.

Nesta terça-feira (27), líderes internacionais e 300 sobreviventes do holocausto vão a Auschwitz, para cerimônias, homenagens e também para que o mundo não se esqueça dessa tragédia. A celebração no sul da Polônia pode ser o último grande evento com a participação de vários sobreviventes.

Um deles, Marcel Tuchman, sobreviveu a Auschwitz porque foi escolhido por um engenheiro para trabalhar, como escravo, na fábrica da Siemens, afirma que vai hoje ao campo pela honra daqueles que foram silenciados nas câmaras de gás de Auschwitz.

"O holocausto não aconteceu da noite para o dia. A mensagem principal é que isso não pode acontecer de novo."