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26/01/2015 13:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

#BanhoNaCasaDoAlckmin: Grupo protesta e pede transparência ao governo de São Paulo

Montagem/Estadão Conteúdo

Manifestantes realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (26) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, no Morumbi. Segundo a Agência Brasil, eram aproximadamente 15 pessoas no ‘Banho coletivo na casa do Alckmin’ – como o evento ficou conhecido no Facebook – pedindo por transparência acerca da crise hídrica vivida pelo Estado.

“Queremos transparência neste processo, que o racionamento seja decretado de forma oficial, porque só assim pode se cobrar a sobretaxa. Estão cobrando uma tarifa adicional, sem instituir oficialmente o racionamento”, disse Maria Inês Dolci, coordenadora Institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), entidade que organizou o ato.

De acordo com a GloboNews, o protesto durou cerca de 1h30 e chegou a bloquear a Avenida Morumbi durante alguns minutos. Em meio aos manifestantes – foram 15 entre os mais de 157 mil que confirmaram presença no Facebook –, o clima foi pacífico e recheado de ironia. A Proteste segue questionando a multa sobre a tarifa de água, que tem amparo da Justiça de SP.

“A associação entrou com ação na Justiça para que o racionamento fosse oficialmente decretado. A tarifa de contingência só pode ser cobrada após a decretação oficial do racionamento, a partir do momento que isso é publicado no Diário Oficial, aí sim, pode cobrar essa multa. A situação é muito grave e esta falta de atitude do governo é o que tem mais irritado a população”, afirmou Tatiana Viola de Queiroz, advogada da Proteste, à Agência Brasil.

O G1 informou que os manifestantes querem que o governador Geraldo Alckmin venha a público, em pronunciamento oficial, informar o real cenário da crise da água, para que “as pessoas deixam o estado de segurança hídrica”.

No Twitter, a hashtag #BanhoNaCasaDoAlckmin rendeu muito escrutínio e várias brincadeiras.

Entenda o caso

No último dia 13, a Proteste entrou com um pedido de liminar para suspender a sobretaxa de até 100% na tarifa cobrada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) até que o governo declare oficialmente racionamento de água. No dia seguinte, a liminar foi cassada no Tribunal de Justiça (TJ-SP), permitindo a cobrança de multa, válida desde o dia 8 de janeiro, por consumo excessivo.