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23/01/2015 16:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Presidente indonésio Joko Widodo recebe pedido de clemência de líder do Napalm Death para condenados à morte

Montagem/Reprodução Facebook

Após a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, no último dia 17, diminuíram consideravelmente as expectativas para que outro brasileiro, Rodrigo Gularte, de 43, escapar da pena de morte por tráfico de drogas na Indonésia. Mas ainda há esperança de convencer o presidente indonésio Joko Widodo a rever a pena.

A oportunidade pode vir de uma figura inesperada. Não, desde a presidente Dilma Rousseff até o Papa Francisco tentaram, em vão, pedir que fosse poupada a vida de Archer e outras 20 pessoas que deveriam ter a sua execução cumprida neste ano pelas autoridades da Indonésia. Mas agora quem fez um apelo a Widodo foi ninguém menos do que Mark “Barney” Greenway.

Vocalista e líder da banda britânica de death metal/grindcore Napalm Death, Greenway postou na página da banda no Facebook um pedido para que as vidas de dois australianos condenados à morte fossem poupadas.

“Entendo que você está se portando como um líder determinado a mudar as coisas para melhor, e então eu acredito que a concessão de clemência seria um grande passo à frente nesta busca de aperfeiçoamento. Compreendo que a heroína pode ser prejudicial em muitos níveis, mas eu acredito que este é um problema muito mais profundo que não pode ser alterado ou mudado pela simples tomada da vida das pessoas”, escreveu.

Boa parte da comunidade internacional pode não saber, mas o presidente da Indonésia é um grande fã de heavy metal, e o Napalm Death está entre suas bandas favoritas.

“Como um seguidor da nossa banda Napalm Death, apreciaria o fato de que nossas letras e ética desafiam o ciclo contínuo de violência no mundo, quer se trate de um estado ou de um indivíduo. Se estas coisas não forem desafiadas e, finalmente, modificadas, eu acredito que nós nunca verdadeiramente avançar como humanidade”, completou Greenway.

Resta saber se um pedido diferente e pessoal como esse fará alguma diferença para Widodo, que ao ser eleito disse que seria “implacável” contra o tráfico de drogas no país, crime para o qual a pena de morte é a condenação mais comum. Até lá, o "mundo segue girando", como diz uma música do quarteto britânico.