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23/01/2015 13:57 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

8 maneiras pelas quais Davos incita os líderes mundiais a fazer as grandes perguntas

Reuters

Reunidos em Davos para a reunião do Fórum Econômico Mundial, esta semana, os líderes mundiais vão discutir de tudo, da mudança climática ao Ebola, da desaceleração da economia chinesa às eleições na Grécia. Eles também vão participar de sessões diárias de meditação.

Com o tema “O Novo Contexto Global”, a 45ª conferência anual do Fórum vai se concentrar nos principais problemas enfrentados pelo mundo – não só se aprofundando nos temas econômicos, mas também discutindo a importância da saúde, do bem estar, da consciência e da doação.

Eis oito razões pelas quais a conversa no Fórum Econômico Mundial irá além dos negócios, explorando questões maiores.

1. “Estamos aqui para ser apaixonados e para mostrar nossa compaixão.”

Klaus Schwab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, deu início aos trabalhos articulando uma visão de compaixão e colaboração. “Compartilhar e se importar deveriam ser os motes desse encontro”, disse ele.

2. Ajudar líderes estressados a encontrar seu Zen.

O reconhecido especialista em meditação Jon Kabat-Zinn vai liderar uma sessão diária de meditação para toda a conferência. As sessões matinais ajudam a enfatizar a importância do cultivo da força interior e da sabedoria diante das crises. Ao longo da semana, Kabat-Zinn também vai falar sobre a conexão da meditação com a neurologia humana.

3. Explorar a complexidade do cérebro.

O encontro deste ano inclui uma série de apresentações dedicadas a explorar o que há de mais novo em neurociência. Uma das sessões investiga como a consciência se apresenta no cérebro. “Deconstructing Mindfulness” (desconstruindo a consciência), apresentada nesta sexta-feira (23) por Thomas R. Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental, Richard J. Davidson, neurocientista, e Joe Palca, correspondente de ciência da rádio pública americana NPR, explorou a base neural da meditação consciente.

4. Examinar nossa relação com a tecnologia.

Na quinta-feira (22), o professor do MIT Tim Berners-Lee, a CEO do Yahoo, Marissa Mayer, e o CEO da Vodafone, Vittorio Colao, se reuniram para fazer a pergunta: “Como preservar a confiança em um mundo hiperconectado?”, em uma sessão intitulada “In Tech We Trust” (confiamos na tecnologia). O CEO da Microsoft, Satya Nadella, a COO do Facebook, Sheryl Sandberg, e o presidente do conselho de administração do Google, Eric Schmidt, também discutiram o futuro da economia digital em uma sessão explorou os passos necessários para mantê-la aberta, segura e próspera.

5. Ressaltar o potencial dos jovens de melhorar o mundo.

Aos 22 anos, Alain Nteff, um Estudante Embaixador do Google de 2012, é o mais jovem participante de Davos este ano. O camaronês vai contar como sua preocupação com as altas taxas de mortalidade de recém-nascidos e grávidas em sua comunidade o inspiraram a desenvolver o Gifted Mom, um aplicativo móvel que ajudar grávidas a calcular a data do parto e a detectar a tempo problemas de saúde que possam representam risco de vida.

6. Nos incitar a viver vidas conscientes, até o fim.

O que significa uma vida bem vivida? Na quinta, o autor e cirurgião Atul Gawande abriu a conversa falando da importância dos nossos últimos dias. Seu livro Being Mortal: Medicine and What Matters in the End (Ser mortal: medicina e o que importa no fim) foi publicado em outubro passado.

7. Não só resolver problemas, mas antecipar-se a eles.

Dean Ornish, fundador e presidente do Instituto de Pesquisa de Medicina Preventiva, liderou uma conversa na sexta sobre as várias mudanças em nossos estilos de vida que ajudam a combater doenças crônicas . Neste sábado (24), ele participa de um painel de especialistas para discutir o papel da nutrição no combate a doenças e por que diretrizes globais dietéticas devem ser uma prioridade.

8. Andar, por uma boa causa.

Durante todo o evento, o Desafio Davos: Caminhando para a Educação vai medir os passos dados por todos os participantes da conferência por meio de dispositivos FitBit. A ideia é beneficiar crianças sul-africanas que têm de andar 6 quilômetros ou mais todos os dias para chegar à escola. Liderado pelo World Bicycle Relief em colaboração com o UBS e o Fórum Econômico Mundial, a campanha quer educar os líderes sobre as dificuldades enfrentadas por essas crianças e oferecer algum tipo de alívio. Cada 6 quilômetros caminhados serão revertidos em uma bicicleta. No fim da semana, os colaboradores esperam poder doar 2 500 bicicletas para os estudantes carentes, diminuindo o tempo que eles passam em deslocamento e incentivando sua presença na escola. Com tantas caminhadas, os frequentadores da reunião anual na Suíça sabem como é importante colocar os sapatos certos na mala.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.