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21/01/2015 18:57 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Preço de material escolar pode variar em até 567% em lojas do estado de SP, revela Procon

Thinkstock

A recomendação para quem ainda não comprou material escolar é pesquisar. Isso porque o preço dos produtos mais pedidos pelas escolas, como lápis, caneta, caderno e régua, pode variar em até 567%.

Isso foi o que revelou um estudo divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Procon-SP com oito cidades do estado de São Paulo. A coleta, realizada entre os dias 5 e 7 de janeiro deste ano, abrange centenas de itens de diferentes marcas e modelos de 65 papelarias em São Paulo, Bauru, Presidente Prudente, Jundiaí, Campinas, São José dos Campos, Santos e Ribeirão Preto.

A maior variação de preços foi encontrada no município de São José dos Campos. Se o consumidor não pesquisar na cidade, ele pode levar um produto com valor 566,67% mais alto. Uma borracha que custa R$ 0,45 em um estabelecimento pode ser vendido por R$ 3 em outro da mesma cidade.

Capital

Em São Paulo, do total de produtos pesquisados, 17% apresentaram diferença de preço acima de 100%, 47% tiveram diferença de preço entre 50% e 100% e 36% dos itens apresentaram diferença abaixo de 50%.

A maior diferença encontrada na cidade foi de uma régua plástica, de 30 cm, da marca Acrimet. Enquanto uma papelaria vendia o produto por R$ 0,65, outra da mesma cidade oferecia a régua por R$ 1,90, ou seja, com uma diferença de 192,31%.

Outros itens não ficaram muito atrás: um lápis preto número 02, da marca BIC, apresentou variação de 185,71%; o estojo de giz de cera, da Faber Castell, teve diferença de 179,60% nos preços e uma caneta esferográfica, da Pentel, apresentou preços 165,96% diferentes.

Massa de modelar, borracha, corretivo líquido, marca texto, lápis de cor, entre outros produtos, também são vendidos por valores com mais de 100% de diferença.

De acordo com o Procon-SP, a loja Japuíba, na zona norte da capital, apresentou a maior quantidade de produtos com preços menores ou iguais aos preços médios: 142 itens de 155 encontrados (92%). Já no estabelecimento São Miguel, no centro, apenas um produto entre os 56 encontrados tinha preço menor ou igual aos preços médios obtidos.

Outras cidades

Em Bauru, as variações dos preços das sete lojas pesquisadas pelo Procon chegaram a 205%. Do total de produtos pesquisados, 44% apresentaram diferença de preço abaixo de 50%, 42% tiveram diferença de preço entre 50% e 100% e 14% variaram acima de 100%.

Já na cidade de Campinas, a diferença de preços foi ainda maior. Um dos produtos pesquisados, a cola branca lavável da marca Scotch 3M, teve uma diferença de valores que chegou a 542,11%. A loja Primus apresentou a maior quantidade de produtos com preço menor: 51 itens entre os 109 pesquisados que estavam disponíveis.

Em Jundiaí, a maior diferença registrada foi de 362,42%, no Grifpen MT/ESZT, da Faber Castell. Em Presidente Prudente, os itens pesquisados apresentaram preços com até 103,45% de variação e, em Ribeirão Preto, a diferença de valores do material escolar foi de até 390%.

Santos também teve diferenciação nos preços dos mesmos materiais. A maior diferença encontrada foi de 155,81%, no Ecolápis Max Sextavado, sem borracha, da Faber Castell.

O que fazer?

Como não há uma regra que defina os valores cobrados nos estabelecimentos, a única maneira do consumidor se proteger dessas variações de preços é pesquisando muito. O Procon-SP aconselha também negociar os preços com os lojistas e buscar sempre um desconto.

"Antes da compra, verifique quais os produtos da lista que você já possui em casa, que estejam em bom estado e que possam ser reutilizados. A compra em conjunto pode facilitar as negociações", ressalta o órgão.

Vale lembrar que, de acordo com a Lei nº 12.886 de 26/11/2013, a escola não pode exigir a aquisição de qualquer material escolar de uso coletivo dos estudantes ou da instituição, como materiais de escritório, de higiene ou limpeza.