MUNDO
20/01/2015 17:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Perícia não encontra pólvora nas mãos de promotor argentino morto no domingo; milhares vão às ruas em protesto pela morte

Montagem / AP Photo

Os responsáveis por investigar a morte do promotor argentino Alberto Nisman afirmaram nesta terça-feira (20), que não foi possível encontrar pólvora em suas mãos, mas que a hipótese de suicídio não foi descartada.

O promotor, que acusou a presidente Cristina Kirchner, de orquestrar o acobertamento de uma investigação contra o Irã sobre o ataque a bomba de 1994 contra um centro judaico na Argentina foi encontrado morto em seu apartamento, no último domingo (18).

Nisman era esperado em uma audiência a portas fechadas no parlamento na segunda para explicar suas acusações contra Cristina.

Segundo Viviana Fein, promotora responsável pela investigação, a ausência de vestígios de pólvora nas mãos de Nisman "não é surpreendente", porque a arma que ele, supostamente, usou para se matar, é de calibre 22.

De acordo com a investigação, a autópsia confirmou, “de maneira categórica”, que Nisman se matou.

O jornal Clarín afirma que a família de Nisman não considera a hipótese de suicídio e que foram encontrados em seu apartamento documentos referentes ao depoimento que ele daria na manhã de segunda (19) e uma lista de compras, que seriam feitas pela empregada do promotor.

Comoção

A morte de Nisman se tornou o principal assunto na Argentina no começo desta semana, e dominou as conversas também no Twitter.

A hashtag #MuerteDeNisman é a mais usada no país. Alguns internautas usaram a rede social para discordar dos resultados da autópsia.

Na noite desta segunda, milhares de argentinos foram à emblemática Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial do país, para protestar contra a morte do promotor, e pedir uma investigação cautelosa. Houve confronto com a polícia.