Convidado que não foi a aniversário recebe 'fatura' da festa e perde amizade de amiguinho

Depois de faltar ao aniversário de um amiguinho, garoto de 5 anos recebe conta de 63 reais e o caso deve parar na Justiça de Plymouth, Inglaterra.

Alex Nash foi convidado para o aniversário de um amiguinho em uma estação de esqui, que ocorreria em dezembro de 2014. Lá, crianças como ele aproveitariam os tubos, tobogãs e um almoço comemorativo. Mas, no último minuto, os pais de Alex lembraram que tinham planos para visitar os avós do garoto no mesmo dia da festa.

"Perguntamos a Alex o que ele queria fazer", conta Derek Nash, pai de Alex, ao Sky News. "Ele escolheu visitar os avós."

Como Alex não tinha o contato dos pais do aniversariante, ele simplesmente não foi à festa. Desculpar-se-ia mais tarde. Mas em 15 de janeiro, .

"Achei que era uma brincadeira", contou Nash Pai ao Plymouth Herald. "Não tenho palavras." Então, Derek foi à casa da mãe do aniversariante e disse que não tinha intenção de pagar. "Disse que ela deveria ter falado comigo primeiro, e não colocar uma fatura na mochila do meu filho."

A discussão chegou ao Facebook, onde, De acordo com o Daily Telegraph, Tanya Walsh (mãe de Alex) e Julie Lawrence (mãe do aniversariante) discutiram em alguns posts:

"Se eu soubesse que eu tinha de pagar se Alex não fosse, eu teria pago sem problemas", disse Walsh. "Eu não gosto de brigar com as pessoas e teria preferido resolver isso amigavelmente."

"Eu também não gosto de brigar, mas também não gostei de quando Derek veio à minha porta e disse, de maneira bastante rude, que eu não conseguiria nenhum dinheiro dele. Admito que isso me irritou", Lawrence respondeu. "O jeito amigável aqui é você me pagar e aprende a lição."

Walsh não concordou e Lawrence ameaça ir à justiça.

De acordo com Clive Coleman, especialista em leis da BBC, a cobrança poderia ser legal, se não se tratasse de um aniversário (e se uma das partes não tivesse 5 anos). "Qualquer pedido do gênero teria de ter como base um contrato criado, que incluiria um termo que estipulasse uma taxa de 'não comparecimento'", diz. "No entanto, para haver contrato, deveria existir a intenção de se criar uma relação nos termos da lei. Um convite para uma festa infantil não cria tal relação nem com a criança convidada e nem com os pais." Além disso, "é inconcebível que uma criança de 5 anos seja vista pela justiça como capaz de estabelecer relação legal e concordar com um contrato."

Indo ou não para a justiça, algo é irreparável: o dano causado à amizade dos meninos. .