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12/01/2015 22:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Atividade solar durante o nascimento pode influir na expectativa de vida

Thinkstock

Você acredita em astrologia? Crenças à parte, um novo estudo indica que ao menos um dos corpos celestes de nosso sistema solar pode influir de alguma forma em nossa vida. A pesquisa, promovida pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, encontrou uma relação entre a atividade do Sol no momento do nascimento e a expectativa de vida.

Os cientistas analisaram dados de 9062 pessoas nascidas longo de 160 anos na Noruega, entre 1676 e 1878. Com base nessas informações, eles descobriram que pessoas que nascem em períodos de alta atividade solar vivem em média 5,2 anos a menos que aqueles nascidos em períodos de baixa.

Os anos recentes com o máximo de atividade solar foram 1957, 1968, 1979, 1989, 2000 e 2013, aponta o site LiveScience.

Mas por quê?

Embora não seja possível estabelecer uma relação causal definitiva, os cientistas acreditam que isso pode ser explicado pelos efeitos da radiação sobre nossos processos celulares. Sabe-se, por exemplo, que os raios ultravioletas degradam o ácido fólico (vitamina B9), essencial para a saúde do feto.

Outro indício para acreditar nessa teoria é que a variação das taxas de fertilidade nesses períodos foram muito mais agudas entre as mulheres pobres que entre as ricas. Por trabalharem em campo aberto e se alimentarem pior, elas eram mais vulneráveis à radiação solar que as mulheres ricas, o que influenciou sua saúde reprodutiva.

Isso significa que as mulheres grávidas devem fugir do sol como o diabo foge da cruz? Não. Ao mesmo tempo que que a radiação "estraga" a vitamina B, tomar sol é essencial para a síntese da vitamina D. O importante é saber dosar, tomando sol antes das 10h e após as 16h, sempre com protetor solar. O médico Drauzio Varella recomenda "expor braços e pernas ao sol durante 5 a 30 minutos (a pele escura sintetiza com mais dificuldade), duas vezes por semana".