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11/01/2015 13:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Paris vai às ruas: a homenagem às vítimas dos ataques à Charlie Hebdo em imagens (FOTOS)

Getty Images

Em uma mobilização sem precedentes na história recente da França, milhões de pessoas ocuparam a Praça da República, em Paris, e saíram em uma marcha pelas ruas da capital. Foram registradas manifestações em toda a França.

A mobilização, que contou com a participação de cerca de 40 líderes da Europa e do mundo, que foram a Paris manifestar seu apoio à França, após uma série de ataques matar 17 pessoas, entre jornalistas e policiais.

Foram três dias de violência, que começou com um ataque a tiros no jornal satírico Charlie Hebdo na quarta-feira (7) e terminou com a tomada de reféns em um mercado judeu na sexta-feira (9). Os três homens armados também foram mortos.

Segundo o Ministério do Interior, pelo menos 3.7 milhões de pessoas marcharam no país inteiro. Na capital francesa, o ato reuniu entre 1.2 e 1.6 milhão de pessoas, na maior manifestação popular já registrada no país.

A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, marcharam com o presidente da França, François Hollande. O encontro também reuniu rivais históricos, como o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.

Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França e rival político do atual mandatário, também foi ao Eliseu, e de lá saiu para a marcha.

Durante essa semana, logo após os atentados, os dois já haviam se encontrado, e afirmado que o atual momento do país está acima de quaisquer rivalidades políticas. De acordo com agências de notícias internacionais, a extrema direita e a extrema esquerda francesa não participaram da marcha deste domingo.

Cerca de 2.200 policiais e soldados patrulhavam ruas de Paris para proteger os manifestantes de eventuais ataques, com atiradores de elite da polícia sobre os telhados e detetives à paisana misturando-se com a multidão. Esgotos da cidade foram revistados antes do evento e estações de trem em todo o percurso deverão ser fechadas. Os transportes públicos operaram gratuitamente neste domingo, para facilitar a chegada dos parisienses ao local.

A presidente Dilma Rousseff solicitou ao embaixador do Brasil, José Bustani, que a represente no evento.

"Vai ser uma manifestação sem precedentes, que será escrito nos livros de história", disse o primeiro-ministro Manuel Valls. "É preciso mostrar o poder e a dignidade do povo francês, que vai clamar seu amor pela liberdade e pela tolerância", disse ele.

(Com informações das agências de notícias.)