NOTÍCIAS
09/01/2015 20:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Violência marca 1º Grande Ato Contra a Tarifa em São Paulo

Galeria de Fotos 1º Ato Contra a Tarifa, organizado pelo MPL Veja Fotos

 

No começo da noite desta sexta-feira (9), ocorreu o 1º Grande Ato Contra a Tarifa, passeata promovida pelo Movimento Passe Livre de São Paulo (MPL-SP) contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,50 no preço das passagens de ônibus, trens e Metrô. E, como em outras edições do gênero, houve pancadaria entre policiais, black blocs e manifestantes. Cinquenta e um foram detidos.

O número de manifestantes presentes variou de acordo com a fonte: a Polícia Militar estimou o público em 2,5 mil; o MPL-SP chegou a falar em 10 mil pessoas nas ruas.

 

Por volta das 17h45, integrantes do MPL-SP e a PM definiram o trajeto da passeata. Os manifestantes partiriam do Theatro Municipal, subiriam pela Avenida Consolação até a Avenida Paulista, na altura da Praça do Ciclista.

Neste momento, a polícia já se mostrava presente, com cerca de 800 homens, de acordo com os relatos.

Inclusive, a PM utilizou a controversa manobra de envelopamento, que consiste na formação de um cerco aos manifestantes, mesmo sem qualquer demonstração de violência ou perigo.

Às 18h15, os manifestantes começaram a percorrer o trajeto.

A manifestação caminhava tranquilamente, com gritos de "Vem pra rua, vem, contra a tarifa". Pouco antes das 19h30, um pequeno grupo de encapuzados começou a vandalizar lixeiras e destruir sacos de lixo.

A reação da PM foi a pior possível: bombas de efeito moral de maneira indiscriminada e pancadaria generalizada. A imprensa não foi poupada da violência — inclusive um repórter do Brasil Post tuitou que um policial tentou agredi-lo.

Com a confusão, os manifestantes se dispersaram pelas avenidas Augusta e Angélica. As entradas da estações de Metrô da Consolação e do Trianon-Masp foram fechadas. Havia focos de incêndio em lixos no decorrer da avenida Angélica e pela Rua Haddock Lobo.

Os detidos foram encaminhadas ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. No dia 16 de janeiro, às 17h, haverá o segundo ato.

Outras capitais

Também houve protestos contra o aumento da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte nesta sexta-feira.

A Justiça de Minas Gerais suspendeu o reajuste dos transporte suplementar no Estado por meio de uma liminar, de acordo com informações do G1. A medida, no entanto, não afeta os ônibus regulares. O protesto reuniu cerca de 250 na capital mineira, e não foram registrados confrontos.

Galeria de Fotos Protesto contra tarifa de ônibus em BH Veja Fotos

 

No Rio de Janeiro, em torno de 2 mil manifestantes saíram em passeata da Cinelândia até a Central do Brasil, no centro da cidade, por volta das 17h. Houve tumulto na região da Uruguaiana e a PM lançou bombas de efeito moral e balas de borracha por volta das 22h. De acordo com o G1, dois ativistas foram atingidos.

Galeria de Fotos Protesto contra aumento de tarifa no Rio Veja Fotos