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09/01/2015 14:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Após sete horas de cerco policial, polícia mata suspeitos de ataque à revista Charlie Hebdo

Montagem/Reuters/Divulgação

Após sete horas de cerco policial em uma fábrica em Dammartin-en-Goele, na região nordeste de Paris, os dois irmãos suspeitos do ataque à revista Charlie Hebdo foram mortos pela polícia.

Em uma operação aparentemente coordenada, os reféns que foram mantidos dentro de um mercado em Paris por um homem armado começaram a ser liberados na tarde desta sexta-feira (9). Entre eles, segundo a agência de notícias France-Presse, havia uma criança.

O homem que mantinha os reféns - que estava armado com uma AK 47 - foi morto. Além do atirador, pelo menos mais quatro pessoas foram mortas, segundo agências internacionais.

O presidente da França, François Hollande, fez um pronunciamento onde agradeceu às forças de segurança, e afirmou que a segurança nos espaços públicos do país foi reforçada.

"A unidade é nossa melhor arma", disse o mandatário.

A operação envolveu mais de 88 mil homens e mobilizou o país. Em Dammartin-en-Goele, vilarejo de 8.000 habitantes, as ruas estão desertas, e escolas primárias foram esvaziadas. A recomendação é que ninguém saia de casa.

De acordo com a polícia da França, Amedy Coulibaly, 33, foi responsável por manter os reféns no mercado e também é o principal suspeito de ter matado uma policial nesta quinta-feira (8), em Paris. Mais cedo, a polícia divulgou sua foto e de sua companheira, Hayat Boumeddiene. Eles foram descritos como "armados e perigosos".

Coulibaly, de acordo com investigadores, tem um longo histórico criminal. Ele teria gritado aos policiais "vocês sabem quem eu sou", em uma referência ao ataque de ontem.

De acordo com informações da CNN, Boumeddiene teria conseguido fugir.

Mais informações em instantes.

Com informações das agências de notícias