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07/01/2015 10:12 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Terror em Paris: ataque a revista satírica deixa mortos e feridos

AP Photo/Thibault Camus

Pelo menos 12 pessoas morreram e dez ficaram feridas em um ataque a tiros no escritório em Paris da revista satírica Charlie Hebdo.

O escritório da revista foi alvo de um ataque em 2011 após publicar charges com piadas sobre líderes muçulmanos.

Entre os mortos estão quatro cartunistas da revista, incluindo o editor Stéphane Charbonnier, o Charb. Após receber uma série de ameaças, Charb andava sob proteção policial.

O presidente do país, François Hollande afirmou, em pronunciamento, que o incidente foi "sem sombra de dúvidas, um atentado terrorista".

Em sua conta no Twitter, o presidente afirmou que "nenhum ato bárbaro vai extinguir a liberdade de imprensa. Nós somos um país unido que saberá reagir".

Ainda de acordo com Hollande, quatro feridos estão em estado grave.

O primeiro-ministro Manuel Valls disse que a segurança seria reforçada nos transportes, locais religiosos, prédios da mídia e lojas de departamentos.

Testemunhas disseram ao canal de notícias francês iTELE terem visto o incidente a partir de um prédio próximo no coração da capital francesa.

"Cerca de meia hora atrás dois homens com capuz preto entraram no prédio com (fuzis) Kalashnikovs", disse Benoit Bringer à emissora. "Poucos minutos depois, nós ouvimos vários tiros", disse, acrescentando que os homens depois foram vistos fugindo do prédio. O carro utilizado pela fuga - um Citröen preto - foi encontrado em outra região de Paris.

O policial Luc Poignant disse ter conhecimento da morte de um jornalista e de vários feridos, incluindo três policiais.

"É uma carnificina", disse Poignant à BFM TV.

A França reforçou no ano passado as lei contra o terrorismo e já está em alerta elevado após militantes islâmicos terem incitado ataques contra cidadãos e alvos franceses em resposta aos ataques militares da França contra redutos de islamitas na África e no Oriente Médio.

Após o atentado, a França elevou o nível de alerta contra o terrorismo ao máximo.

Com informações das agências de notícias