MUNDO
07/01/2015 15:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Quatro cartunistas estão entre os mortos no ataque em Paris

Montagem / Agências de Notícias

Os chargistas da revista de humor Charlie Hebdo, Charb, Cabu, Wolinski e Tignous, morreram nesta quarta-feira (7) no violento ataque terrorista contra a redação da publicação, confirmaram as autoridades.

O mais recente post publicado pela revista em sua página no Twitter, pouco antes do ataque terrorista desta quarta-feira em Paris, foi uma charge satirizando o chefe do grupo terrorista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. O desenho traz “bons votos” e deseja ‘boa saúde’ ao jihadista.

Editor da publicação desde 2009, Stéphane Charbonnier, o Charb, já havia recebido ameaças de morte e vivia sob proteção policial. Ele havia sido incluído em uma 'lista de procurados' da rede Al Qaeda após a publicação de caricaturas do profeta Maomé, em 2013. Charb, que tinha 47 anos, sempre insistiu que as charges satirizando o profeta eram peças de humor como quaisquer outras.

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Georges Wolinski, 80, era um chargista muito querido na França e tinha uma longa carreira como colaborador na imprensa. Ele teve passagens marcantes pelo jornal Libération e pela revista semanal Paris-Match. Bernard Verlhac, o Tignous, tinha 57 anos e era famoso por suas charges políticas. Seu livro mais recente, '5 ans sous Sarkozy' (5 anos sob Sarkozy, em tradução literal), retratando o governo do presidente Nicolás Sarkozy, foi um sucesso na França.

Jean Cabut, que assinava como Cabu, iria completar 77 anos no dia 13 de janeiro e também colaborou com diversas publicações ao longo de sua carreira. Nas décadas de 1970 e 1980, Cabu se tornou muito popular ao produzir desenhos para o programa infantil de televisão Récré A2.