MUNDO
07/01/2015 11:58 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Charlie Hebdo, revista que está no centro do atentado na França, já havia sofrido atentado em 2011

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O atentado sofrido pela revista Charlie Hebdo nesta quarta-feira (7), em Paris, é o pior da sua história: pelo menos 12 pessoas foram mortas, e quatro ficaram gravemente feridas.

No entanto, não é a primeira vez que a publicação, criada na década de 1970 e conhecida por suas sátiras, é alvo de ataques.

Em 2006, a revista semanal foi duramente criticada por replicar charges ironizando o profeta Maomé. Originalmente, o conteúdo havia sido publicado por um jornal dinamarquês, o Jyllands-Posten.

Cinco anos depois, em novembro de 2011, a sede do semanário foi atingida por um coquetel Molotov, que causou um incêndio e danificou seriamente o edifício.

O ataque aconteceu um dia após a publicação de uma edição que trazia uma charge de Maomé, e nomeava o profeta como “redator chefe” do número.

Por causa das frequentes ameaças – que chegavam por cartas e redes sociais – o editor da revista, Stephane Charbonnier, contava com proteção policial. Ele e mais três cartunistas foram mortos no atentado. Vários membros da equipe também trabalham usando codinomes.

Nesta quarta, o último tweet da conta da revista trazia uma charge do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, fazendo votos de feliz ano novo.