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07/01/2015 17:59 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Atentado contra Charlie Hebdo: o mais sangrento em 50 anos

AP

A contagem ainda não é definitiva, mas mais de dez pessoas perderam a vida na quarta-feira (7), em um ataque contra o semanário Charlie Hebdo. Denunciando um ato “excepcionalmente bárbaro”, o presidente François Hollande foi o primeiro a falar em “um atentado terrorista”.

A escala do ataque é inédita há décadas na França. Segundo o JDD, é necessário voltar a 1961, em plena Guerra da Argélia, para encontrar traços de um ato tão mortal. A explosão de uma bomba colocada pelo OAS em um trem entre Estrasburgo e Paris deixou 28 mortos em Vitry-le-François.

Desde então, várias ondas de atentados foram registradas. Em 1982, o ataque contra o trem Toulouse-Paris, o “Capitole”, a bordo do qual deveria estar o prefeito de Paris, Jacques Chirac, deixou cinco mortos e 77 feridos. Este ato é considerado uma represália pela morte do terrorista Illich Ramirez Sanchez, conhecido como “Carlos”, depois da prisão de dois integrantes de seu grupo, o suíço Bruno Breguet e sua futura companheira Magdalena Kopp.

O evento mais trágico nos anos recentes ocorreu em 1995, em Paris. Em 25 de julho daquele ano, num ataque reivindicado pelo argelino GIA (Grupo Islâmico Armado), uma bomba explodiu em um trem de subúrbio na estação Saint-Michel. O aparato, um cilindro metálico cheio de gás e pregos, deixou oito pessoas mortas e 117 feridas. Confundido por suas impressões digitais, Khaled Kelkal seria morto pela polícia alguns meses depois.

Mais recentemente, o mundo se lembra da série de ataques perpetrados por Mohammed Merah, que deixaram sete vítimas em março de 2012 em Montauban e Toulouse.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo Le Huffington Post e traduzido do francês.