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06/01/2015 08:44 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Aumento da tarifa de transporte público: Passagem passa a ser R$ 3,50 em São Paulo, e Movimento Passe Livre promete protestos

Montagem/Estadão Conteúdo

A tarifa do transporte público de São Paulo está 16,7% mais cara a partir desta terça-feira (6). Agora, os usuários de ônibus, metrô e trens da CPTM pagarão R$ 3,50 por cada viagem e R$ 5,45 pelo uso do bilhete único integrado.

A Prefeitura de São Paulo ressalta que a passagem a R$ 3,00 estava em vigor desde janeiro de 2011. A nova tarifa representa um aumento inferior à inflação do período.

Todos os valores podem ser consultados no site da SPTrans (São Paulo Transporte) e na página do Metrô.

A Secretaria Municipal de Transportes e o governo estadual tentaram amenizar o efeito da notícia da alta na tarifa, divulgada no fim de dezembro, com o anúncio de que vão conceder passe livre para estudantes de rede pública ou vindos de família de baixa renda.

A promessa do benefício não foi suficiente para tranquilizar quem depende do transporte coletivo. Líder das Jornadas de Junho, em 2013, o MPL (Movimento Passe Livre) planeja fazer barulho para reverter o aumento de 50 centavos.

O coletivo está organizando protestos nas cidades onde foram autorizados reajustes nas tarifas.

Pelo Facebook, organizadores do MPL defendem que o direito de se locomover pela cidade não deveria ter preço:

"Cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população. Entre nós e a cidade (que nós mesmos fazemos funcionar!), existe uma catraca que cobra cada vez mais caro."

Em São Paulo, haverá manifestações no ABC e na capital:

Cerca de 30 mil pessoas confirmaram que vão ao protesto na capital, em frente ao Theatro Municipal, na sexta-feira (9), a partir das 17h.

"Não aceitaremos nenhum centavo a mais", escreve o MPL em mensagem no Facebook. "Agora é de R$ 3 para baixo, até zerar."

Rio de Janeiro

Os cariocas estão otimistas com a reversão do aumento de transporte público no Rio de Janeiro. O Ministério Público Estadual entrou com ação coletiva na Justiça pedindo a anulação do reajuste, que passou a vigorar no dia 3.

O promotor Rodrigo Terra, de Direito do Consumidor, argumenta que a alta de 13,3% é inconstitucional, segundo a Agência Brasil.

De acordo com o G1, a Justiça do Rio negou o pedido do Ministério Público para suspender o aumento das tarifas.

Esse aumento, de acordo com Terra, viola o contrato entre a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e os consórcios que operam as linhas de ônibus. O contrato prevê que o reajuste anual seja de 6%.