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01/01/2015 18:13 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Dilma propõe pacto nacional contra a corrupção e promete que envolvidos em desvios na Petrobras serão punidos

Estadão Conteúdo

Ao falar da Petrobras em seu primeiro discurso do segundo mandato, no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff lamentou que a companhia teve servidores que "não souberam honrá-la".

Dilma afirmou que a empresa é a mais estratégica do País, a que mais investe e mais contrata, e disse que a Petrobras é maior do que qualquer crise. "A Petrobras tem capacidade de sair da crise mais forte", afirmou na cerimônia de posse desta quinta-feira (1º).

A presidente repetiu promessas feitas anteriormente de rigoroso processo de apuração e punição para envolvidos em casos de corrupção na Petrobras e em outras áreas. Falou que a estatal do petróleo terá aprimorados seus procedimentos de gestão, governança e controle. "Vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito na Petrobras e fortalecê-la. Vamos criar mecanismos para que fatos como estes não voltem a ocorrer", afirmou.

Dilma também listou cinco medidas que enviará ao Congresso para combater a corrupção. As propostas, que a presidente chamou de "pacto nacional contra a corrupção", vão dar força ao combate aos ilícitos, prometeu.

São elas:

  • transformar em crime e punir com rigor agentes públicos que enriquecem sem justificativa clara;
  • mudar a legislação para tornar criminosa a prática de caixa 2;
  • criar mecanismo judicial para o confisco de bens adquiridos de forma ilícita;
  • alterar a legislação para agilizar julgamentos de desvios de recursos públicos;
  • criar uma nova estrutura em parceria com o poder Judiciário para dar maior eficiência e agilidade em processos que envolvam autoridades com foro privilegiado.

Reforma Política

Ao voltar ao tema da reforma política, no seu pronunciamento, a presidente reforçou que buscará o apoio da população para passar mudanças no sistema político e eleitoral, em referência à realização de um plebiscito, mencionado por ela em outras ocasiões.

"Precisamos buscar a opinião do povo para legitimar as mudanças", disse ao falar da importância de se "democratizar o poder" e combater "energicamente" a corrupção.

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