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27/12/2014 19:14 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Movimento Passe Livre convoca protesto contra alta nas tarifas do transporte público em São Paulo

Divulgação

O Movimento Passe Livre anunciou que fará protesto no dia 9 de janeiro, uma sexta-feira, contra o aumento das passagens de ônibus e metrô na capital paulista a partir de 2015. Na página oficial da ala paulistana do movimento na internet, a manifestação contrária ao reajuste nas tarifas está agendada às 17 horas, em frente ao Teatro Municipal, na região central da cidade.

Na sexta-feira, 26, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou que no dia 6 de janeiro a tarifa de ônibus na capital paulista subirá dos atuais R$ 3,00 para R$ 3,50, aumento de 16,67%. No mesmo dia, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), também admitiu que haverá reajuste no transporte sobre trilhos, mas não informou valores.

Em junho do ano passado, Haddad e Alckmin chegaram a aumentar as tarifas de ônibus e metrô para R$ 3,20, mas revogaram o reajuste após uma série de manifestações idealizadas pelo MPL que se espalharam também por outras capitais do País onde houve anuncio semelhante.

Conforme a Prefeitura de São Paulo, com o reajuste anunciado, a integração dos ônibus com metrô e trem custará R$ 5,45, ante os R$ 4,65 atuais. O aumento das passagens valerá para usuários do bilhete único comum e para quem pagar a tarifa com dinheiro na catraca do coletivo. O reajuste não será aplicado para usuários de bilhete único mensal, semanal ou diário.

Passe livre estudantil

A despeito do aumento nas passagens, a Prefeitura de São Paulo anunciou que haverá concessão de passe livre estudantil nos ônibus para todos os alunos da rede pública e também para os de baixa renda na rede privada. Estudantes de nível superior com o financiamento do ProUni ou com cotas raciais e sociais também estarão isentos.

No comunicado que informa sobre a manifestação do dia 9 de janeiro o Movimento Passe Livre reconheceu que a isenção para os estudantes é uma "conquista da luta do povo", que foi às ruas no ano passado. Alertou, porém, que a medida da Prefeitura ainda não é a desejada "tarifa zero". "A medida ainda está longe do que é fundamental: enquanto o transporte continuar sendo tratado como mercadoria e enquanto houver tarifa e aumentos, haverá luta da população, se organizando e resistindo em cada canto da cidade", escreveu o MPL.

"Não aceitaremos nenhum centavo a mais! Agora é de R$ 3 para baixo, até zerar!", destacaram os representantes do movimento, no intuito de estender o benefício da isenção para toda a população. Na avaliação do MPL, cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo. "Com menos gente circulando, novos aumentos serão necessários, numa espiral que diminui cada vez mais o direito à cidade da população", salientaram os representantes do movimento.